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Bolsas da Europa fecham em baixa com dados fracos da economia mundial

As principais bolsas da Europa fecharam em baixa acentuada nesta segunda-feira, colocando fim a série de cinco fechamentos positivos consecutivos, em meio aos sinais adicionais de uma economia global em dificuldade. Ao fim dos negócios, as principais bolsas da Europa encerraram suas naegociações com queda superior a 5%, com exceção do mercado português, que caiu 1,4%.

Redação com Agência Estado |

Em Madri, a Bolsa espanhola também registrou perdas um pouco menores que seus pares e fechou em baixa de 4,49%.

A Bolsa de Milão foi a que registrou a maior queda, ao fechar em baixa de 6,25%. Na Alemanha, a Bolsa de Frankfurt cedeu 5,88%. A Bolsa de Londres recuou 5,19% e a Bolsa de Paris caiu 5,59%.

Um cenário de deterioração econômica global gerou nervosismo nos mercados de ações ao redor do mundo, com os indicadores de atividade industrial na China, nos 15 países europeus da zona do euro e no Reino Unido mostrando quedas significativas.

"Os dados de crescimento econômico resumiram a pior recessão global pelo menos desde os anos 1980, enquanto as medidas de expectativa de inflação apontam para crescentes temores de deflação entre os países do G-7 (grupo dos sete países mais industrializados do mundo)", disse Lena Komileva, chefe de mercados econômicos do G-7 da Tullett Prebon em Londres.

Os investidores na Europa estão agora contando com o Banco da Inglaterra (BoE, o banco central inglês) e o Banco Central Europeu (BCE) para cortarem as taxas de juro na quinta-feira (dia 4), em um esforço para sustentar a confiança dos mercados e aliviar os custos dos empréstimos para os consumidores e empresas. Atualmente, o juro básico no Reino Unido está em 3% ao ano e, na zona do euro, em 3,25% ao ano.

Ações

As ações do setor de recursos básicos registraram perdas acentuadas hoje, com o sentimento prejudicado por alguns indicadores econômicos negativos e declínio de preços das matérias-primas (commodities). No topo disso tudo, a mineradora Xstrata disse que seu projeto Xstrata-Merafe fará novos cortes na produção de ferro-cromo em virtude da fraqueza na demanda no curto prazo. As ações da Xstrata fecharam em baixa de 12,52%, as da Anglo American caíram 14,15% e as do Rio Tinto recuaram 11,38%.

O setor bancário na França também registrou pesadas perdas em reação as notícias da imprensa de que a Comissão Européia, braço executivo da União Européia (UE), pode bloquear uma ajuda do governo francês para as companhias financeiras. As ações do BNP Paribas lideraram as perdas, com queda de 7,63%, enquanto as do Société Générale fecharam em baixa de 5,63%.

As ações das montadoras caíram em reação aos dados que mostraram uma queda de 14% no registro de novos carros na França em novembro, em comparação com igual mês do ano passado. As ações da francesa Renault caíram 5,06%, enquanto as da alemã Daimler recuaram 7,32%. 

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