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Bolsas da Europa fecham em baixa com bancos e varejo

As principais bolsas européias voltaram a fechar em baixa hoje, pressionadas pelos renovados temores relacionados à saúde do setor financeiro, segundo operadores e analistas. As ações de empresas do setor de varejo também registraram perdas significativas, especialmente no Reino Unido.

Agência Estado |

Em Nova York, as ações dos principais bancos norte-americanos também começaram o dia sob pressão de baixa, perpetuando a tendência negativa de seus pares na Europa.

Stuart Graham, chefe de pesquisa do European Banks, disse que apesar da recente rotação de saída das ações de companhias de petróleo para os bancos, ele não antecipa uma recuperação sustentada para as ações de bancos no curto prazo. "Estamos céticos quanto a uma recuperação sustentada no formato V (para os bancos europeus) e tememos que as ações dos bancos vão enfraquecer novamente nos próximos meses", afirmou Graham. Os bancos europeus levantaram na região US$ 120 bilhões de capital novo desde o início do aperto no crédito, de acordo com o Merrill Lynch, e Graham prevê que os bancos poderão captar mais US$ 70 bilhões a US$ 120 bilhões para sobreviverem.

Em Londres, o índice FT-100 caiu 1,55% e fechou com 5.448,6 pontos; em Paris, o índice CAC-40 recuou 2,56% e fechou com 4.402,97 pontos; em Frankfurt, o índice Xetra-Dax caiu 2,49%, para 6.422,19 pontos.

As ações do Royal Bank of Scotland Group - segundo maior banco britânico em termos de capitalização de mercado - caíram 6,42% depois que o Commonwealth Bank of Australia (CAB) abandonou as negociações para comprar as operações do ABN Amro na Austrália. O executivo-chefe do CAB, Ralph Norris, disse que cancelou as negociações por causa das atuais condições do mercado, incerteza nos mercados financeiros e riscos envolvidos na integração do negócio.

Outros bancos britânicos também encerraram o dia em território negativo. As ações do HBOS caíram 7,25% depois de ter confirmado que uma de suas subsidiárias no setor de hipotecadas será fechada. As ações do Barclays recuaram 7,13%. Graham disse que o HBOS e o Barclays podem ser os próximos bancos britânicos a terem de levantar mais capital. Em Paris, as ações do Société Générale fecharam em baixa de 5,97%.

Ainda no setor financeiro, as ações do ING Groep caíram 1,13% em Amsterdã, depois de ter anunciado uma queda de 25% no seu lucro líquido no segundo trimestre, resultado que, no entanto, foi melhor do que o esperado pelos analistas. Além disso, o banco e seguradora registrou uma baixa contábil relativamente modesta, de 44 milhões de euros.

Entre as notícias econômicas, o Banco da Inglaterra reconheceu a deterioração da economia no Reino Unido no seu relatório de inflação e disse que prevê um crescimento estável do PIB no próximo ano. Como resultado, as ações das empresas do setor de varejo despencaram, refletindo as dificuldades que já enfrentam: Marks & Spencer Group caiu 10,05%, Kingfisher cedeu 9,97% e Enterprise Inns perdeu 11,20%.

Por outro lado, algumas das áreas mais defensivas do mercado - aquelas que não são sensíveis às tendências de crescimento econômico - tiveram um bom desempenho nesta quarta-feira. Na Alemanha, as ações da E.On subiram 0,34% depois de a companhia ter elevado sua perspectiva de lucro para o ano fiscal em virtude do crescimento acima do esperado de 7,8% no lucro ajustado do primeiro semestre, para 3,33 bilhões de euros. Em Paris, as ações da EDF fecharam em alta de 0,51%.

Em Milão, o índice S&P/MIB caiu 2,12% e fechou com 28.758 pontos; em Madri, o índice Ibex-35 recuou 2,51% e fechou com 11.695,40 pontos; em Lisboa, o índice PSI-20 caiu 1,54% e terminou o dia com 8.506,49 pontos. As informações são da Dow Jones.

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