As principais bolsas européias terminaram o dia em alta, puxadas pelos bancos e na expectativa de que a Câmara dos Representantes dos EUA aprovasse o pacote de auxílio ao mercado financeiro. As bolsas na Europa fecharam antes da conclusão da votação na Câmara americana, que aprovou o pacote.

"É animador que as autoridades tenham reconhecido a extensão do problema nas últimas semanas. Isto deve ajudar as ações e pode criar um piso para os preços dos ativos", disse Richard Batty, diretor de investimentos da Standard Life Investments.

Os dados divulgados mais cedo sobre o corte de 159 mil vagas no mercado de trabalho dos EUA, ante previsão de queda de 105 mil vagas, também influenciaram positivamente o mercado. Para os investidores, o declínio alimenta a possibilidade de um corte na taxa básica de juros pelo Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) e por outros bancos centrais no curto prazo. "A diminuição (das taxas de juro pelo Fed) parece bastante provável", disse Rob Carnell, economista do ING. "A queda no ritmo de aumento salarial reforça o baixo risco de inflação".

Em Zurique, o banco suíço UBS anunciou que vai demitir 2 mil funcionários e abandonar diversas linhas de negócio como parte da reestruturação da unidade de investimentos. As ações fecharam em alta de 0,85%.

Em Bruxelas, a InBev, que recentemente adquiriu a americana Budweiser, disse que espera uma diminuição na margem de lucro do terceiro trimestre deste ano, por conta do aumento de custos. As ações da companhia caíram 4,01%.

As ações da mineradora russa OAO Norilsk Nickel recuaram 15%, após divulgar que o lucro líquido no primeiro semestre caiu 33%, para US$ 2,69 bilhões, por conta dos preços mais baixos do níquel e da elevação dos custos.

Inglaterra

Em Londres, o índice FTSE 100 terminou em alta de 2,26%, a 4.980 pontos. Em comparação à semana passada, o índice recuou 2,13%.

O anúncio do aumento do teto de depósitos garantidos pela Autoridade de Serviços Financeiros (FSA, na sigla em inglês) deu impulso às ações de bancos. O HBOS subiu 12,76%, o Lloyds TSB 10,78% e o Barclays 8,88%. Entre as mineradoras, a BHP Billiton avançou 5,89%, a Rio Tinto 5,86% e a Xstrata 3,90%.

França

O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, subiu 2,96%, para 4.080,75 pontos. Na semana, porém, o índice acumulou queda de 1,98%.

O BNP Paribas avançou 9,42%, o Société Générale 7,32% e o Crédit Agricole 6,14%. A ArcelorMittal ganhou 9,69% e a Total 3,14%.

Alemanha

Em Frankfurt, o índice DAX encerrou em alta de 2,41%, a 5.797,03 pontos. Em comparação à semana passada, o índice caiu 4,39%.

A Hypo Real Estate subiu 41,43%, após a notícia de que os bancos alemães que integram o consórcio de resgate da instituição chegaram a um acordo sobre a divisão dos ativos. Postbank, Deutsche Bank e Commerzbank avançaram 10,14%, 6,68% e 6,18%, respectivamente.

Espanha

O índice IBEX-35, da Bolsa de Madri, terminou em alta de 3,78%, a 11.418,5 pontos. Na semana, o índice subiu 0,27%.

O Santander avançou 7,64%, o BBVA 6,31% e o Bankinter 5,22%. A Iberia teve a queda mais acentuada do dia, de 4,02%, após a British Airways divulgar um número desanimador sobre o tráfego aéreo. As informações são da Dow Jones.

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