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Bolsas da Europa fecham em alta semana de forte volatilidade

Arantxa Iñiguez. Frankfurt (Alemanha), 17 out (EFE) - As bolsas da Europa fecharam hoje em alta uma semana de forte volatilidade, na qual o pacote de resgate para o setor financeiro aprovado pelos líderes da zona do euro gerou, inicialmente, otimismo e confiança, mas não conseguiu dissipar o temor de uma recessão. Londres subiu 5,22%, Frankfurt recuperou 3,43%, Paris teve alta de 4,68% e Madri, de 3,73%. Os mercados asiáticos se destacaram pelas compras e foram um referente positivo para a Europa. O índice Nikkei de Tóquio, por exemplo, fechou em alta de 2,78% Os mercados europeus subiram com força na abertura, cederam a maior parte dos lucros na metade do dia e voltaram a ter altas durante a tarde, apesar da referência negativa de Wall Street.

EFE |

A baixa inicial do Dow Jones Industrial foi motivada pela queda nas autorizações de construção de imóveis nos Estados Unidos - que caíram 6,3% em setembro -, até 817 mil unidades, o menor nível em 17 anos.

Além disso, o índice de confiança do consumidor anunciado pela Universidade de Michigan caiu de 70,3 pontos para 57,5 pontos em outubro.

Estes números quase não tiveram eco nos mercados de renda variável europeus, já que, na véspera, foram registrados números piores, como a maior queda da produção industrial nos Estados Unidos desde 1974.

Diante da forte volatilidade nos mercados, o presidente do Banco Central Europeu (BCE), Jean-Claude Trichet, disse à rede de televisão pública alemã "ZDF" que "os bancos centrais e todos os responsáveis fizeram tudo o que está em suas mãos, e isto é muito importante para recuperar a confiança".

"Agora, cabe aos participantes dos mercados e às instituições avaliar e adotar medidas", disse Trichet após um encontro com o primeiro-ministro grego, Costas Caramanlis, na sede central da entidade em Frankfurt.

Os pacotes de resgate aprovados por muitos Governos querem ajudar o sistema financeiro a se estabilizar e evitar que a economia entre em uma depressão a longo prazo, mas a atividade econômica dos países afetados precisará de um ano para se recuperar, de acordo com o economista-chefe do Commerzbank, Jörg Krämer.

Por isso, o entorno para o mercado de renda variável continuará difícil e os efeitos da crise financeira na economia real são preocupantes, o que na zona do euro poderia se traduzir em vários trimestres de estagnação.

O ministro das Finanças russo, Alexei Kudrin, originou fortes baixas na bolsa russa ao prever novas quedas dos indicadores pela crise global. O índice RTS de Moscou baixou 6,48%.

A possibilidade da entidade financeira e de seguros ING necessitar de uma injeção urgente de capital provocou sua queda na Bolsa de Amsterdã com uma baixa de 27,5%.

Os mercados especularam também que o Fortis, que atualmente possui 104 milhões de ações do ING, ou 5% do capital, poderia vender sua participação.

O setor bancário salvou a negociação na Europa com uma alta média de 1,9%, enquanto o de seguros caiu 2,4%.

Os resultados de algumas companhias do setor tecnológico como AMD, Google, IBM e Ericsson surpreenderam positivamente e lideraram os lucros das bolsas de valores na Europa com altas médias de 6,9% O consórcio de telefonia sueco-japonês Sony Ericsson obteve um lucro líquido de 114 milhões de euros nos nove primeiros meses de 2008, 85% a menos que no mesmo período do ano anterior.

Contra a tendência positiva geral, a Volkswagen teve queda de 10,2%, para 358 euros, depois que o Morgan Stanley baixou sua cotação à metade, para 69 euros.

Neste ano, Londres já caiu 37%, Frankfurt baixou 40,7%, Paris teve queda de 40,7% e Madri de 36,4%. EFE aia/ab/db

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