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Bolsas da Europa fecham em alta com setor financeiro

As principais bolsas europeias terminaram em alta, impulsionadas pelos esforços para auxiliar o setor financeiro, principalmente nos EUA, que aumentaram a confiança dos investidores, segundo operadores. Os EUA anunciaram medidas para apoiar o Bank of America, para ajudá-lo a absorver o Merrill Lynch e evitar o aprofundamento da crise financeira.

Agência Estado |

A estabilização do setor financeiro é positiva para os mercados de ações e para o crescimento mundial", afirmaram estrategistas do HBOS.

O índice de ações pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 subiu 0,9%, para 192,96 pontos, com 11 dos 15 setores em alta.

Em termos de mercados locais, o índice londrino FT-100 avançou 25,95 pontos, ou 0,63%, e fechou com 4.147,06 pontos, mas encerrou a semana em queda de 6,78%. Em Paris, o índice CAC-40 ganhou 20,87 pontos, ou 0,70%, e fechou com 3.016,75 pontos, encerrando a semana com perdas de 8,57%. Em Frankfurt, o índice DAX-30 teve alta de 29,55 pontos, ou 0,68%, e fechou com 4.366,28 pontos, mas recuou 8,73% na semana.

Em Madri, o índice Ibex-35 subiu 9,00 pontos, ou 0,10%, e fechou com 8.620,10 pontos, mas acumulou queda de 8,09% ao longo da semana. Em Milão, o índice S&P/MIB avançou 327 pontos, ou 1,71%, e fechou com 19.479 pontos, porém terminou a semana em baixa de 6,20%; em Lisboa, o índice PSI-20 ganhou 103,81 pontos, ou 1,64%, e fechou com 6.446,08 pontos, mas teve declínio de 2,21% na semana.

Algumas ações de bancos estavam entre as que tiveram o melhor desempenho do dia. O Société Générale avançou 3,06% e o Unicredit ganhou 2,44%.

Nas sessões anteriores, os receios sobre a saúde de algumas instituições financeiras puxaram a queda nos índices europeus, mas o setor bancário recuperou parte das perdas depois de o Departamento do Tesouro dos EUA injetar US$ 20 bilhões em capital no Bank of America e garantir os ativos do banco.

"O problema é que o Bank of America precisava de mais capital e das garantias. Mas seria pior se eles não tivessem recebido ajuda", disse Bernard McAlinden, estrategista do NCB Stockbrokers.

Na quinta-feira, o governo irlandês afirmou que vai estatizar o Anglo Irish Bank, observando que a recapitalização "não era apropriada" para garantir a continuação da viabilidade do banco, depois que a reputação da instituição financeira foi prejudicada pela crise geral do setor financeiro e pelo escândalo de contabilidade envolvendo seu ex-presidente. O Allied Irish Banks, concorrente do Anglo Irish, caiu 25,3%.

"Se o mercado acredita que o governo pode e irá intervir para manter os bancos funcionando, então não percebe que os problemas no setor bancário estão reforçando os problemas no restante da economia", disse McAlinden. "Ainda podemos estar procurando um piso neste ambiente", acrescentou.

De acordo com o jornal Times de Londres, o governo do Reino Unido avalia medidas para incentivar a oferta de crédito pelos bancos, entre elas injeções de capital, e pode fazer um anúncio sobre a questão na próxima semana. As ações do Barclays perderam 24,85% em meio à perspectiva de que o banco não seria beneficiado pelas iniciativas do governo britânico.

As companhias petrolíferas e do setor de mineração também avançaram hoje. A Total subiu 1,09%, a Royal Dutch Shell ganhou 1,56%. A Rio Tinto teve alta de 7,57% e a Xstrata avançou 6,00%.

Outras ações que tiveram bom desempenho vieram de áreas mais defensivas do mercado. As ações do Carrefour subiram 1,10%, depois de a empresa divulgar que as vendas no quarto trimestre subiram 0,7%, para 25,47 bilhões de euros, em linha com as projeções.

As ações da Nestlé, que ontem tiveram a recomendação elevada de "neutra" para "compra" pelo Goldman Sachs, subiram 2,41%. As informações são da Dow Jones.

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