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Bolsas da Europa encerram o dia em forte baixa

As principais bolsas européias tiveram mais um dia de baixas expressivas, acompanhando os novos sinais de que a economia mundial continuará enfraquecida nos próximos meses. Dados do governo dos EUA mostraram que o número de trabalhadores que pediram auxílio-desemprego alcançou o maior nível em 16 anos.

Agência Estado |

Na Europa, companhias como a britânica Rolls Royce e a francesa Peugeot Citroën anunciaram cortes significativos de pessoal. São sinais de que a recessão ganha força pelo mundo. "Acreditamos que esta é a primeira recessão sincronizada nas economias desenvolvidas em mais de 50 anos e que deverá durar pelo menos até meados de 2009."

O banco central da Suíça surpreendeu ao cortar a taxa básica de juros em 100 pontos-base, mas a medida não afetou os mercados.

As corporações têm reagido à recessão econômica com redução de empregos. A Rolls-Royce anunciou cortes de 1.500 a 2.000 empregos em todo o mundo em 2009, ou 4% de sua força de trabalho, diante dos adiamentos nos programas de compra do setor de aviação.

A Peugeot Citroën anunciou planos para cortar 2.700 empregos e disse que as vendas na Europa devem cair ao menos 17% no quarto trimestre e mais 10% em 2009. "A crise financeira e industrial, que está afetando toda a economia, levou a uma violenta redução nas vendas na Europa". As ações da montadora recuaram 4,02% na Bolsa de Paris.

Na Suécia, a Sandvik, maior fabricante mundial de ferramentas de metais de corte, vai despedir 2.400 empregados, a maioria no país. A companhia aérea Air France-KLM anunciou planos de acelerar seus programas de corte de custos depois que o lucro do segundo trimestre fiscal caiu mais que o esperado. Suas ações recuaram 5,32% em Paris.

Em Londres, o grupo de comunicação Daily Mail & General Trust anunciou 100 milhões de libras em redução de custos para compensar o declínio da receita dos anúncios, que está reduzindo os lucros do jornal do grupo. As ações do Daily Mail recuaram 4,1%. Os grupos regionais têm sido duramente afetados pela queda na receita com anúncios. A DMGT's Northcliffe Media reportou queda de 28% nas vendas de anúncios em outubro e de 11% em doze meses encerrados em setembro.

Em Londres, o índice FTSE-100 caiu 130,69 pontos, ou 3,26%, a 3.874,99 pontos, abaixo da importante marca de 4.000 pontos. O setor de mineração puxou as baixas. Eurasian Natural Resources caiu 14,46%, Anglo American perdeu 7,30%, BHP Billiton recuou 8,68%, Rio Tinto cedeu 10,41% e Xstrata caiu 11,41%. No setor financeiro, Prudential recuou 16%.

Em Frankfurt, o DAX recuou 133,89 pontos, ou 3,08%, a 4220,20 pontos. As ações do Deutsche Bank recuaram 9,44% depois de o Financial Times sugerir que o banco estuda a demissão de 900 empregados. Hypo Real Estate caiu 16,54%, Commerzbank, 8,47% e Porsche, 5,62%.

Em Paris, o CAC-40 cedeu 107,47 pontos, ou 3,48%, a 2.980,42 pontos. Arcelormittal cedeu 10,70% e Credit Agricole recuou 7,16%.

Em Madri, o Ibex-35 teve baixa de 223,10 pontos, ou 2,72%, a 7.988,40 pontos. Santander cedeu 3,49%, Iberdrola, 5,77% e IBR Renovables, 8,26%.

Em Lisboa, o PSI-20 recuou 244,07 pontos, ou 3,89%, a 6.028,04 pontos. Galp perdeu 6,90% e Banco BCP fechou em baixa de 5,75%.

Em Milão, o índice S&P/MIB recuou 411 pontos, ou 2,10%, a 19.124 pontos. Petroleira ENI recuou 4,47%. As informações são da Dow Jones.

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