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Bolsas da Europa encerram o dia com pequenas perdas

As principais bolsas europeias alternaram altas e baixas antes de fecharam em queda modesta, com a ausência de indicadores macroeconômicos deixando os mercados sem uma direção. Parece difícil, considerando o clima atual, esperar que os mercados de ações possam encontrar muito suporte no futuro, disse Jimmy Yates, operador da CMC Markets.

Agência Estado |

Em Londres, o índice FT-100 caiu 27,30 pontos, ou 0,68%, e fechou com 4.006,83 pontos; em Paris, o índice CAC-40 recuou 1,16 ponto, ou 0,04%, e fechou com 2.874,07 pontos; em Frankfurt, o índice Xetra-Dax caiu 11,64 pontos, ou 0,28%, e fechou com 4.204,96 pontos.

O setor bancário esteve no foco com os resultados trimestrais do Société Générale (SocGen), Commerzbank e ING. As ações do ING caíram 3,68% na Bolsa de Amsterdã, depois de informar prejuízo no quarto trimestre e em 2008 e de que não pagará dividendos referentes ao ano passado. As ações do Commerzbank fecharam em alta de 6,74%, apesar de o banco ter anunciado um prejuízo líquido de 809 milhões de euros no quarto trimestre, invertendo um lucro de 201 milhões de euros obtido no mesmo período de 2007, mas inferior ao prejuízo previsto pelos analistas.

As ações da SocGen fecharam em alta de 2,68% depois de anunciar que passou de prejuízo para um lucro líquido de 87 milhões de euros no quarto trimestre do ano passado. Na terça-feira, as ações da SocGen registraram uma queda acentuada em virtude das preocupações relacionadas com sua exposição na Europa Oriental. Hoje, o banco revelou uma provisão de 300 milhões de euros relacionados a empréstimos para a Rússia.

Outras ações de bancos continuaram sob pressão de baixa por causa das preocupações sobre a exposição do setor à dívida do Leste Europeu. As ações do italiano UniCredit, que possui 4 mil agências na Europa emergente, caíram 6,51%. As ações da Allianz fecharam em baixa de 2,67%.

As ações da problemática financeira de hipotecas Hypo Real Estate Holding dispararam 47% em reação às notícias de que o Gabinete do governo alemão aprovou um projeto de lei de socorro dos bancos que reduziu as preocupações dos investidores com relação a uma estatização forçada ou expropriação dos acionistas.

A fraqueza das ações de companhias de energia - diante da queda dos preços do petróleo - também pesou sobre o mercado: BP Amoco recuou 2,99% e Eni caiu 0,18%.

Com a queda desta quarta-feira, o petróleo negociado na Bolsa Mercantil de Nova York acumula um declínio de mais de US$ 100 por barril em comparação com a máxima recorde registrada na metade de 2008. "A avaliação no mercado era que, embora o dano cíclico tenha pressionado os preços do petróleo, o argumento da estrutura original da demanda ainda estava intacto", disse Bernard McAlinden, estrategista da NCB Stockbrokers, explicando que a queda do preço do petróleo desafia essa avaliação.

No setor automotivo, a Suécia disse que não vai ajudar a divisão Saab da General Motors com dinheiro dos contribuintes. As ações da Renault caíram 5,15% e as da Daimler fecharam em baixa de 3,44%.

Em Milão, o índice S&P/MIB caiu 146 pontos, ou 0,87% e fechou com 16.580 pontos; em Madri, o índice Ibex-35 subiu 18,20 pontos, ou 0,23% e fechou com 7.861,40 pontos; em Lisboa, o índice PSI-20 subiu 22,80 pontos, ou 0,37%, e fechou com 6.193,69 pontos. As informações são da Dow Jones.

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