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Bolsas da Europa encerram em baixa com setor bancário

LONDRES - As principais bolsas europeias terminaram em queda, pressionadas novamente pelo declínio nas ações do setor bancário. Os investidores estão preocupados com a possibilidade de mais baixas contábeis e com a necessidade de os governos oferecerem suporte adicional ao setor.

Agência Estado |

O índice de ações pan-europeu Dow Jones Stoxx 600 recuou 2,1%, para 185,70 pontos - com queda de 7,3% no segmento bancário. Em termos de mercados locais, o índice FT-100, de Londres, caiu 17,07 pontos, ou 0,42%, e fechou com 4.091,40 pontos; em Paris, o índice CAC-40 perdeu 64,41 pontos, ou 2,15%, e fechou com 2.925,28 pontos; em Frankfurt, o índice DAX-30 teve declínio de 76,29 pontos, ou 1,77%, e fechou com 4.239,85 pontos.

Em Madri, o índice Ibex-35 caiu 218,30 pontos, ou 2,57%, e fechou com 8.276,50 pontos; em Milão, o índice S&P/MIB recuou 260 pontos, ou 1,35%, e fechou com 18.946 pontos; em Lisboa, o índice PSI-20 teve declínio de 68,79 pontos, ou 1,08%, e fechou com 6.294,31 pontos.

As ações do Credit Suisse caíram 8,33%, as do HSBC Holdings recuaram 3,19% e as ações do Lloyds Banking Group perderam 31,08%.

"Está claro que não estamos no fim das baixas contábeis. Ou eles (os bancos) precisarão levantar capital, o que é extremamente difícil neste mercado, ou os governos terão de tomar uma atitude", disse Philippe Gijsels, estrategista do Fortis. "Se o governo decidir intervir, sempre há o risco de uma estatização e, se você eliminar os acionistas, então as pessoas começarão a vender as ações de outros bancos também", acrescentou.

As ações do Royal Bank of Scotland (RBS) recuaram 11,21% hoje. Ontem, a queda foi de mais de 60%, reflexo da notícia de que o governo britânico elevará a participação no banco e do anúncio de que pode ter um prejuízo de até 28 bilhões de libras esterlinas em 2008.

O Société Générale reduziu a recomendação para as ações do BNP Paribas de comprar para vender, argumentando que há uma alta probabilidade de o grupo ter de levantar capital levando em consideração as condições ruins do mercado e a potencial dificuldade em vender ativos. O BNP Paribas caiu 13,33% em Paris.

"Enquanto houver este tipo de má notícia para o setor financeiro, será muito difícil para o mercado ter um rali decente", disse Gijsels. "As empresas que possuem balanços bons, sem muitas dívidas e necessidade de refinanciamentos, marcas fortes e capacidade de geração de caixa serão beneficiadas e poderão comprar concorrentes mais fracos por um preço baixo", avaliou.

Para Richard Batty, diretor da Standard Life Investments, "estamos no meio de uma crise econômica grave que levará algum tempo para ser contornada, o que nos deixa cautelosos em relação a ativos de risco".

Fora do setor financeiro, as ações da Alstom subiram 3,74% em Paris depois de a empresa de transportes e sistemas de energia ter divulgado vendas de 4,6 bilhões de euros no terceiro trimestre do ano passado, 11% acima do mesmo período de 2007. As encomendas no trimestre somaram 6,1 bilhões de euros, valor visto pela Alstom como "muito satisfatório". "O foco está nas encomendas e, neste ponto, o número foi bastante acima do consenso", afirmaram analistas do Merrill Lynch.

As ações da Air France-KLM recuaram 9,48%. A companhia disse que terá um prejuízo operacional no terceiro trimestre do ano fiscal 2009 devido a um pequeno declínio na receita da unidade de passageiros e a um forte desaquecimento na unidade de cargas.

A Fiat perdeu 1,34% depois de ter chegado a um acordo com a Chrysler para assumir uma participação de 35% na companhia. O acordo prevê que a Fiat compartilhará sua tecnologia para motores e transmissões com a Chrysler e terá direito a construir e vender seus carros compactos próprios nos EUA, possivelmente por meio da rede de revendedores da Chrysler.

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