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Bolsas da Europa encerram com perda apesar dos BCs

As bolsas européias fecharam hoje com queda acentuada, apesar de os principais bancos centrais globais finalmente terem entregue aos mercados uma ação coordenada de corte nas taxas de juro para aumentar a confiança nos mercados financeiros. No início dos pregões, as ações caíram para os menores níveis em quase cinco anos, refletindo a preocupação dos investidores de que os responsáveis pela política monetária no mundo estão enfrentando a crise de uma forma fragmentada.

Agência Estado |

Essa percepção foi alimentada pelo anúncio isolado dos esforços do governo britânico para sustentar o setor bancário no Reino Unido, anunciados antes da abertura dos mercados.

Nesta manhã o ministro de Finanças britânico, Alistair Darling, disse que o Tesouro gastará até 50 bilhões de libras esterlinas (US$ 87,69 bilhões) para reforçar o capital das instituições locais por meio da compra de ações preferenciais.

No final da manhã na Europa, as ações se recuperaram das mínimas após o anúncio do corte nas taxas de juros promovido por vários bancos centrais. O Federal Reserve (Fed, BC dos EUA), o Banco Central Europeu (BCE) e outros BCs do mundo cortaram de forma coordenada suas taxas de juros em 0,50 ponto porcentual. O Fed, o BCE e o Banco da Inglaterra reduziram suas principais taxas para 1,5%, 3,75% e 4,5% ao ano, respectivamente. "Eles mostraram que estão trabalhando juntos para resolver os problemas do sistema financeiro e estão tentando limitar os efeitos da crise na economia real", afirmou Robert Bergqvist, economista do banco SEB, da Suécia.

Londres

O índice pan-europeu Stoxx 600 recuou 6% para 226,22 pontos. Em Londres, o índice FTSE 100 terminou em queda de 238,53 pontos, ou 5,18%, em 4.366,69 pontos. As ações do setor financeiro tiveram reações distintas às medidas tomadas pelo governo britânico. Os papéis do HBOS subiram 24,47% depois de terem recuado cerca de 40% ontem após o vazamento de detalhes das medidas que seriam adotadas pelo governo britânico. Os papéis do Royal Bank of Scotland subiram 0,78%, enquanto os do HSBC recuaram 2,52%. Lloyds TSB perdeu 6,87% e Barclays recuou 2,37%.

"Acreditamos que a capitalização dos bancos britânicos promovida pelo governo local tem implicações negativas para o resultado do setor bancário europeu. Assumindo que o plano britânico se torne a norma, os bancos europeus fora do Reino Unido podem ter que aumentar seu capital entre 70 bilhões e 130 bilhões de euros", afirmou Vasco Moreno, analista da Keefe, Bruyette & Woods.

Frankfurt

O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, terminou em baixa de 313,01 pontos, ou 5,88%, a 5.013,62 pontos. Entre os bancos, o Commerzbank caiu 2,45% e o Deutsche Bank perdeu 10,65% depois de ter informado que o ambiente para o setor financeiro continua difícil. Os papéis da Siemens perderam 10,01% com os investidores cautelosos quanto ao desempenho do setor de bens de capital. A empresa afirmou que o corte nas taxas de juros promovido pelos bancos centrais não terá efeito imediato sobre seus negócios.

Paris

Em Paris, o índice CAC-40 perdeu 235,33 pontos, ou 6,31%, para 3.496,89 pontos, o menor fechamento desde agosto de 2004. O BNP Paribas caiu 7,30%, o Crédit Agricole recuou 8,24% e o Société Générale cedeu 5,34%.

Madri

O índice Ibex-35, da Bolsa de Madri, cedeu 564,40 pontos, ou 5,20%, para 10.297,60 pontos. O Banesto caiu 4,15%, o BBVA perdeu 5,54% e o Santander cedeu 5,751%. As informações são da Dow Jones.

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