As principais bolsas européias fecharam com alta, sustentadas pela recuperação no setor de mineração e petróleo e pelas altas nas ações das indústrias farmacêuticas, que divulgam seus balanços na próxima semana. Ontem, as bolsas tinham registrado perdas expressivas.

A esse respeito, Matt Buckland, operador da CMC Markets, comentou que a volatilidade vista no mercado ultimamente não diminuirá tão facilmente. "É difícil prever um fim para essas condições nervosas do mercado", afirmou.

O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, terminou em alta de 201,60 pontos, ou 5,22%, a 4.063,00 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX avançou 158,52 pontos, ou 3,43%, para 4.781,33 pontos. O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, subiu 148,92 pontos, ou 4,68%, para 3.329,92 pontos.

Depois da forte queda nas cotações do petróleo e dos metais no decorrer da semana, os investidores voltaram hoje para o setor de commodities (matérias-primas). Em Londres, as mineradoras e petrolíferas recuperaram algumas das perdas sofridas recentemente. BHP Billiton ganhou 10,42%, Rio Tinto, 9,76%, BP Amoco, 8,62% e a farmacêutica GlaxoSmKline subiu 8,64%. ,As ações da mineradora Anglo American avançaram 12,32%. Contudo, os papéis ainda registram queda de cerca de 37% no mês.

Estrategistas do Goldman Sachs disseram em um relatório que os investidores "estão cada vez mais preocupados com o impacto da restrição de crédito na economia global. Contudo, o mercado está se adiantando em precificar uma recessão e acreditamos que a perspectiva negativa com relação ao ambiente econômico tem sido precificada pelos investidores nas últimas semanas."

Ações de indústrias farmacêuticas, de serviços públicos e de telecomunicações também tiveram bom desempenho nas bolsas hoje, com destaque para a Novartis, a companhia de energia alemã E.On e a Deutsche Telekom. "A experiência vivida durante a recessão do início dos anos 1990 sugere que setores defensivos como farmacêuticas, serviços públicos e tabaco continuarão a ter melhor desempenho porque seus lucros devem ser relativamente resistentes", disseram estrategistas da consultoria financeira Cazenove.

Entre as baixas, as ações do banco e seguradora ING Group recuaram 27,5% em meio à especulação de que o governo holandês, como outros na Europa, deverá injetar capital na empresa. A ING disse que espera um prejuízo trimestral líquido de 500 milhões de euros (US$ 670 milhões) depois de registrar um aumento da inadimplência e das suas provisões para cobrir perdas relacionadas a empréstimos. Na semana passada, a empresa não descartou participar do pacote de 20 bilhões de euros anunciado pelo governo holandês.

Em Frankfurt, a Daimler avançou 9,15% diante do aumento de 54% nas vendas da companhia na China entre janeiro e setembro. A BMW ganhou 4,33% após o Goldman Sachs aumentar a recomendação da companhia e o Deutsche Bank 2,32%, impulsionado pela divulgação que não fará uso do pacote de resgate alemão.

Em Paris, o fortalecimento das ações de companhias petrolíferas ajudaram a Total, que ganhou 9,74%. ArcelorMittal subiu 10,57% e GDF Suez ganhou 10,51%.

Em Madri, o índice IBEX-35 fechou em alta de 347,00 pontos, ou 3,73%, a 9.655,20 pontos. BBVA subiu 2,69%, Iberdrola avançou 7,66% e Repsol subiu 8,22%.

Em Lisboa, o índice PIS-20 subiu 36,34 pontos, ou 0,55%, para 6.652 pontos. EDP Renováveis subiu 3,53% e Portugal Telecom caiu 1,39%. Galp Energia perdeu 2,72%. As informações são da Dow Jones.

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