As principais bolsas européias despencaram hoje para novas mínimas do ano, pressionadas pela escalada dos preços do petróleo, que atingiu especialmente as ações de montadoras e do setor de viagens. Segundo operadores e analistas, os persistentes temores relacionados às agências hipotecárias semigovernamentais Fannie Mae e Freddie Mac, dos Estados Unidos, também ajudaram a alimentar o movimento de baixa.

"Esteja preparado para uma semana de intensa volatilidade", disse o estrategista Luca Cazzulani, do UniCredit Markets & Investment Banking, referindo-se ao futuro. A crise de crédito e do setor financeiro voltou ao foco e vai competir com os indicadores macroeconômicos no quesito indutor de direção do mercado.

Em Londres, o índice FT-100 caiu 2,69% e fechou com 5.261,6 pontos; na semana, a bolsa acumulou uma perda de 2,79%. Em Paris, o índice CAC-40 recuou 3,09% e fechou com 4.100,64 pontos; na semana, o índice registrou uma perda de 3,88%. Em Frankfurt, o índice Xetra-Dax caiu 2,41%, para fechou com 6.153,30 pontos; na semana, teve uma desvalorização de 1,90%.

As ações das companhias aéreas foram atingidas pela nova escalada dos preços do petróleo, que registraram novo recorde em meio à tensão política no Irã e na Nigéria, e também por transações técnicas. As ações da Air France-KLM caíram 7,87% em Paris. Na Alemanha, as ações da Lufthansa recuaram 5,66%, pressionadas pelas notícias de que o sindicato de trabalhadores da companhia pretende votar uma proposta de greve sobre aumento salarial.

O Thomas Cook Group anunciou que está abandonando a proposta de associação de sua empresa de transporte aéreo de baixo custo Condor Flugdienst e a Air Berlin. Ambas as companhias disseram que estão investigando soluções alternativas e vão continuar as negociações entre elas. As ações da Thomas Cook caíram 5,2% e as da Air Berlin recuaram 1,9%.

As empresas do setor automotivo também sofreram com o petróleo: BMW caiu 3,68%, Daimler perdeu 3,17%, Peugeot Citroën despencou 5,61%, Renault cedeu 2,21% e Fiat fechou em baixa de 4,25%.

Em Milão, o índice S&P/MIB caiu 2,68% e fechou com 27.676 pontos; na semana, o índice acumulou uma perda de 3,03%. Em Madri, o índice Ibex-35 recuou 3,03% e fechou com 11.383,50 pontos; na semana, o Ibex-35 sofreu uma desvalorização de 3,25%. Em Lisboa, o índice PSI-20 caiu 2,55% e encerrou com 8.456,70 pontos; na semana, a bolsa registrou uma queda de 1,13%. As informações são da Dow Jones.

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