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Bolsas da Europa caem, de olho no setor financeiro

As principais bolsas européias operam em queda superior a 1% na manhã de hoje, contaminadas pelos temores sobre o setor financeiro, que derrubaram os mercados em Wall Street ontem e levaram para baixo as bolsas asiáticas hoje. O receio de que o governo dos Estados Unidos poderá ter que resgatar as agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac segue como questão principal, mas balanços de outras empresas também não ajudaram no humor dos investidores.

Agência Estado |

Entretanto, o que contribui para conter perdas maiores é o índice alemão ZEW de expectativa econômica, que melhorou em agosto.

Às 8 horas (de Brasília), a Bolsa de Londres caía 1,44%, a Bolsa de Paris perdia 1,64% e a Bolsa de Frankfurt recuava 1,29%.

A alta acentuada do Índice de Preços ao Produtor (PPI, na sigla em inglês) da Alemanha em julho, de 8,9% em termos anuais, o maior aumento desde outubro de 1981, deu impulso ao euro. No horário acima, o euro subia 0,06%, a US$ 1,4701. Já o contrato futuro do petróleo tipo WTI cedia 0,45%, a US$ 112,36 o barril, na sessão eletrônica da Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex, na sigla em inglês).

Ainda na Alemanha, o índice de expectativa econômica ZEW subiu para -55,5 pontos em agosto, de -63,9 em julho, superando a previsão dos economistas de -62 pontos. Segundo o ING Financial Markets, a leitura dá um "vislumbre de esperança de que há uma luz no fim do túnel. Entretanto, alertamos para não ficar muito animados com isso, a confiança do investidor ainda está em níveis de recessão".

O temor de que Fannie Mae e Freddie Mac poderão ter que ser recapitalizadas, o que reduziria muito o valor das participações dos atuais acionistas, afeta diversas ações no setor financeiro na Europa. A gigante seguradora Axa caía 3,95%, Allianz perdia 1,63%, enquanto o conglomerado financeiro HSBC Holdings tinha queda de 3,18% e o banco Royal Bank of Scotland (RBS) recuava 4,27%. Ainda entre os bancos, o britânico Barclays perdia 5,7% e o francês Société Générale caía 3%.

Fora do setor financeiro, o noticiário corporativo também não ajuda. As ações da empresa de químicos Ciba Holding despencavam 15,3% na Suíça, depois que a companhia teve 595 milhões de francos suíços (US$ 542 milhões) em baixas contábeis nas operações de tratamento de papel e água e disse buscar aquisições e fusões para fortalecer as unidades de revestimentos e aditivos plásticos. Com as baixas, a Ciba teve prejuízo no segundo trimestre de 606 milhões de francos suíços (US$ 552 milhões).

A maior fabricante de tijolos do mundo, Wienerberger, perdia 2,8% com o anúncio de que seu lucro líquido no primeiro semestre deste ano caiu 30% para 98,6 milhões de euros (US$ 144,7 milhões), enquanto a receita cresceu 3% para 1,26 bilhão de euros (US$ 1,85 bilhão). A empresa espera que o lucro operacional ajustado caia até 15% no ano e poderá fechar 25 fábricas. As informações são da Dow Jones.

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