Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Bolsas da Europa caem com recessão no Reino Unido

As principais bolsas européias terminaram em baixa, pressionadas pela declaração feita ontem pelo presidente do Banco da Inglaterra (BoE), Mervyn King, de que parece que agora é provável que a economia do Reino Unido entre em uma recessão. Como resultado, a libra despencou ante o dólar e o receio sobre a diminuição do crescimento mundial se tornou exacerbado.

Agência Estado |

O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, caiu 188,84 pontos, ou 4,46%, para 4.040,89 pontos. Em Frankfurt, o índice DAX registrou declínio de 213,34 pontos, ou 4,46%, para 4.571,07 pontos. O índice CAC-40, da Bolsa de Paris, fechou em baixa de 177,22 pontos, ou 5,10%, a 3.298,18 pontos. Em Madri, o índice IBEX-35 terminou em queda de 799,70 pontos, ou 8,16%, para 8.995,30 pontos.

Kenneth Broux, economista do Lloyds TSB, disse que o discurso de King foi "psicologicamente muito importante", confirmando o que a maioria das pessoas já esperava. Broux estima que o banco central britânico deve realizar um novo corte de 50 pontos-base na taxa básica de juros em novembro e acrescentou que "com a tração para baixo das taxas de empréstimo interbancário em Londres (Libor), podemos ver os bancos emprestarem novamente".

Os temores a respeito das economias européias estavam evidentes em diversos balanços divulgados pelo setor varejista. O diretor-executivo do grupo varejista Home Retail Group, Terry Duddy, afirmou que, caso as atuais condições continuem durante os próximos meses, quando ocorre um pico no comércio, os lucros neste ano podem ficar próximos da ponta mais baixa das previsões. As ações da Home Retail Group terminaram em alta de 1,4%.

As tensões políticas e financeiras na Argentina também influenciaram negativamente os investidores, diante da possibilidade de o país se negar a pagar as dívidas que possui pela segunda vez em uma década, ou até mesmo avaliar a estatização de outros setores, como o de petróleo.

Por conta disso, a Repsol YPF, maior companhia de petróleo na Argentina, caiu 15,75% em Madri. A Sacyr Vallehermoso, construtora que possui uma participação de 20% na petrolífera, perdeu 8,14%. Rumores de que a Sacyr precisaria se desfazer das ações da Repsol, adquiridas em 2006 por 6,55 bilhões de euros e avaliadas atualmente em 3,7 bilhões de euros, contribuíram para pressionar as ações da petroleira.

As ações de empresas ligadas à Argentina sofreram perdas generalizadas, em meio a receios de que o governo do país estatize os fundos de pensão. Entre as empresas afetadas, estão a Telefónica, que recuou 8,83%, o Banco Bilbao Vizcaya Argentaria, com declínio de 9,10%, e o Banco Santander, que teve baixa de 9,91%. O Santander também sofreu pressão de uma nota do Merrill Lynch afirmando que o banco precisaria levantar até 6,6 bilhões de euros caso a crise econômica se prolongasse. As informações são da Dow Jones.

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG