As principais bolsas européias terminaram o dia em alta, impulsionadas pela recuperação nos preços do petróleo e pela diminuição na Libor, taxa de empréstimo interbancário em Londres. O apoio do presidente do Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA), Ben Bernanke, a um potencial segundo pacote de auxílio ao mercado financeiro também contribuiu para a alta nos mercados.

A queda na Libor aumentou a confiança nos mercados, alimentando as esperanças de que a tensão e o aperto no mercado de crédito podem finalmente estar diminuindo. No entanto, o diretor de mercado de ações da Threadneedle Investments, Leigh Harrison, alertou que "não estamos de forma alguma no final da crise. O processo de desalavancagem (diminuição da relação entre a dívida e o patrimônio de uma empresa) levará tempo".

As empresas petrolíferas terminaram o dia em alta. Em Londres, a BP subiu 10,42% e a Royal Dutch Shell avançou 10,56%, aproveitando o embalo dos ganhos no mercado de petróleo. A corretora Oppenheimer elevou a recomendação de todas as companhias de petróleo e gás, argumentando que há um potencial de alta das ações do setor nos próximos 12 meses que poderia exceder significativamente o risco de baixa nos preços do petróleo e do gás.

No setor financeiro, o Prudential subiu 22,31% após ter liderado a alta durante grande parte da sessão em Londres. As ações da companhia avançaram devido a rumores de que pretende comprar as operações de seguro de vida da seguradora American International Group (AIG) na Ásia. Por outro lado, o declínio das ações do Société Générale em Paris serviu como lembrete de que os piores momentos da crise de crédito podem não ter acabado. O banco recuou 3,02%, em meio a comentários de que poderá ser novamente forçado a levantar capital.

O Merrill Lynch divulgou em uma nota que, dentro de um cenário de recessão, os principais bancos da Europa talvez precisem receber 73 bilhões de euros (US$ 97 bilhões), acrescentando que "levantar este volume de capital pode ser extremamente difícil nas atuais circunstâncias. Na maior parte dos casos será necessária ajuda do governo - opção pouco atraente para a maior parte dos diretores-executivos".

Londres

O índice FTSE 100, da Bolsa de Londres, terminou em alta 219,6 pontos, ou 5,41%, em 4.282,6 pontos, com suporte principalmente das ações de petroleiras. Entre as mineradoras, a Rio Tinto subiu 13,11%, a Xstrata, 9,16% e a BHP Billiton, 8,82%. O Royal Bank of Scotland ganhou 23,18%.

Paris

Em Paris, o índice CAC-40 registrou aumento de 118,59 pontos, ou 3,56%, para 3.448,51 pontos. A GDF Suez subiu 12% impulsionada pelo excesso de assinaturas em uma oferta de títulos. A Alcatel-Lucent avançou 7,53% após a Ericsson divulgar resultados de vendas acima das expectativas no terceiro trimestre. O BNP Paribas caiu 1,86% enquanto a Veolia Environnement recuou 21,31% após diminuir as previsões sobre os resultados.

Frankfurt

O índice DAX, da Bolsa de Frankfurt, fechou em alta de 53,68 pontos, ou 1,12%, a 4.835,01 pontos. As ações de companhias financeiras tiveram um bom desempenho. O Deutsche Bank subiu 3,96%, a Hypo Real Estate, 2,92% e a Allianz, 1,32%. A Volkswagen terminou em baixa, recuando 22,60%. O setor automotivo sofreu uma queda generalizada após comentários pessimistas de analistas sobre o potencial de queda das montadoras em um ambiente de recessão.

Madri

Em Madri, o índice Ibex-35 encerou em alta de 289,10 pontos, ou 2,99%, para 9.944,30 pontos. A Iberia liderou os ganhos na sessão, avançando 26,43% em meio a comentários de que há menos obstáculos do que se imaginava para uma fusão com a British Airways, segundo um operador. A Repsol ganhou 6%, aproveitando o aumento nos preços do petróleo. A Mapfre teve a queda mais acentuada do dia, com declínio de 3,7%. As informações são da Dow Jones.

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