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Bolsas da Europa avançam à espera de corte de juros

As principais bolsas européias fecharam com alta pela quinta sessão consecutiva com o aumento do apetite por risco e com a expectativa de um corte nas taxas de juros pelo Banco Central Europeu (BCE) e pelo Banco da Inglaterra (BoE) na quinta-feira. É muito tarde para deter uma recessão na maior parte da Europa, mas empurrar as taxas de juros para perto de mínimas históricas nos próximos meses vai ajudar a suavizar a pressão sobre as famílias e empresas da região, disse Dermot OLeary, economista da corretora Goodbody Stockbrokers.

Agência Estado |

Londres

Em Londres, o índice FTSE 100 subiu 65,94 pontos, ou 1,51%, a 4.443,28 pontos. As ações dos bancos estiveram em foco após Lloyds TSB e HBOS reportarem baixas contábeis provocadas pela turbulência financeira. O HBOS informou que sua aquisição pelo Lloyds TSB prossegue de acordo com o previsto e deve ser concluída em janeiro. As ações do HBOS subiram 6,14% e as do Lloyds ficaram estáveis. O Barclays teve uma das piores performances no índice de ações da Bolsa de Londres (queda de 4,14%), estendendo as perdas de sexta-feira, quando anunciou um acordo para levantar US$ 11,9 bilhões de investidores do Oriente Médio. Royal Bank of Scotland caiu 3,41%.

As ações das mineradoras se beneficiaram da melhora de ambiente nos mercados. Xstrata avançou 10,33% com a recuperação de perdas recentes, BHP Billiton subiu 2,1% e Rio Tinto ganhou 1,26%.

Paris

Em Paris, o índice CAC-40 fechou com alta de 40,90 pontos, ou 1,17%, em 3.527,97 pontos. As ações do banco franco-belga Dexia subiram 8,97% depois que seu parceiro na Áustria, Kommunalkredit, recorreu ao pacote de socorro ao setor financeiro do governo austríaco. Os resultados do Société Générale no terceiro trimestre foram bem recebidos, apesar de o banco francês ter anunciado um tombo de cerca de 84% no lucro líquido, na medida em que aumentou suas provisões e continuou a reduzir sua exposição a ativos mais arriscados. Os papéis da instituição subiram 0,37%. As ações da Renault recuaram 1,99% por conta da queda nas vendas em outubro. A siderúrgica ArcelorMittal avançou 9,65%.

Frankfurt

Em Frankfurt, o índice DAX fechou com alta de 38,87 pontos, ou 0,78%, em 5.026,84 pontos, puxado pelos ganhos de 4,98% nos papéis do Commerzbank, que aderiu ao pacote de socorro do governo alemão, tomando 8,2 bilhões de euros (US$ 10,52 bilhões). Foi o primeiro entre os grandes bancos do país a acessar tais recursos. O Commerzbank registrou no terceiro trimestre prejuízo líquido de 285 milhões de euros (US$ 365,8 milhões). Deutsche Postbank fechou com alta de 6,22% e Deutsche Bank subiu 5,98%. As ações da Volkswagen tombaram 21,32%. O mercado espera informações sobre se os papéis da montadora continuarão a integrar o DAX. A bolsa alemã introduziu novas regras na sexta-feira que permitiriam a remoção dos papéis de companhias com pressão excessiva no DAX e em outros índices como o MDAX e SDAX.

Madri

Em Madri, o Ibex-35 fechou com alta de 115,80 pontos, ou 1,27%, em 9.231,80 pontos. As ações dos bancos fecharam no azul após o governo espanhol dizer que oferecerá às famílias de baixa renda uma carência de dois anos para os pagamentos de hipotecas. Santander subiu 0,24%, BBVA avançou 1,89% e Banco Popular ganhou 0,71%. Repsol subiu 2,49%, apesar da queda nos preços do petróleo. GasNatural subiu 4,20% na expectativa pela divulgação dos resultados do terceiro trimestre amanhã.

Lisboa

Em Lisboa, o índice PSI-20 fechou com alta de 213,63 pontos, ou 3,4%, em 6.574,14 pontos. O banco BCP fechou com queda de 3,07%. Galp subiu 4,80%. As informações são da Dow Jones.

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