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Bolsas da Ásia desabam após fracasso de pacote a montadoras

Por Kevin Plumberg HONG KONG (Reuters) - As bolsas de valores da Ásia despencaram mais de cinco por cento nesta sexta-feira, depois que o fracasso de um plano de resgate de 14 bilhões de dólares para as montadoras norte-americanas ameaça agravar a situação da maior economia do mundo. Investidores partiram para a segurança de títulos de governo e do iene, que atingiu o patamar mais alto em 13 anos.

Reuters |

A rapidez da variação do dólar em relação ao iene, que levou a moeda norte-americana para abaixo do nível de 90 ienes, aumentou preocupações de que autoridades japoneses atuarão no mercado para estabilizar a moeda.

Investidores fugiram de ações e buscaram os Treasuries do governo norte-americano, levando o rendimento dos títulos de 10 anos para o nível mais baixo em mais de cinco décadas. A caça a barganhas que vinha ajudando a levantar o valor de ações na última semana acabou diante da piora da perspectiva econômica global.

Dado o nível de compartilhamento de fornecedores e fabricantes, alguns economistas temem que a falência de uma das montadoras de Detroit poderia levar à queda das outras duas. Isso também poderia acontecer com muitas outras empresas, gerando mais desemprego, colocando mais pressão no sistema bancário e levando a uma piora da recessão nos Estados Unidos.

O colapso do plano trouxe debilidade ao setor de commodities, de cobre a petróleo e borracha, à medida que investidores avaliam o impacto à rede global de fornecimento de autopeças que abastece as chamadas "três grandes" de Detroit -- Ford Motor, General Motors e Chrysler .

"O que o fracasso desse acordo faz não será somente um recuo na confiança nos Estados Unidos, mas também recuará a confiança em todo o mundo. Haverá maior aversão ao risco", disse Joseph Tan, economista-chefe para Ásia do Credit Suisse em Cingapura.

O índice MSCI das principais ações asiáticas com exceção do Japão recuava 4,52 por cento às 8h20 (horário de Brasília), cortando os ganhos conseguidos durante a semana em cerca de 50 por cento. O índice registra perda de 56 por cento no ano, o maior declínio desde que foi criado em 1988.

O índice Nikkei, da bolsa de TÓQUIO, despencou 5,6, rompendo com quatro dias de ganhos.

Ações da Toyota afundaram 10,1 por cento e as da Honda Motor mergulharam 12,5 por cento ante preocupações de falências maciças na economia dos Estados Unidos se uma ou mais montadoras do país quebrarem.

O índice Hang Seng, de HONG KONG, teve desvalorização de 5,5 por cento, puxado por papéis do setor de commodities. Ações da PetroChina, maior produtora de petróleo e gás da China, desabaram 10 por cento com a queda do preço do petróleo.

A bolsa de SEUL caiu 4,38 por cento, enquanto em XANGAI, a desvalorização foi de 3,8 por cento. Em TAIWAN, a queda foi de 3,7 por cento, enquanto em CINGAPURA, houve desvalorização de 3 por cento. A bolsa de SYDNEY fechou em baixa de 2,43 por cento.

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