Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Bolsas chinesas afundam em meio à crise financeira global

Tania Romero. Xangai, 18 set (EFE).- As fracas Bolsas chinesas não conseguem enfrentar a situação econômica global e afundam em meio à crise financeira mundial como fase final de alguns meses de quedas constantes e valores mínimos quase diários no pregão de Xangai.

EFE |

A principal Bolsa chinesa conseguiu recuperar hoje parte dos prejuízos da manhã, que eram de 5,84% no meio do pregão, fechando com apenas 1,72% a menos que na última quarta, para 1.895,84 pontos, novo mínimo que se aproxima dos níveis de 2004, muito distante dos 2 mil pontos que os analistas viam como limite de risco.

O anúncio de que vários bancos chineses contam com bônus relacionados ao banco de investimento americano Lehman Brothers, que na última segunda se declarou em quebra e criou uma crise financeira mundial, fez aumentar o pânico entre os investidores, que já estavam desconfiados diante da situação dos últimos meses.

O anúncio também afetou a Bolsa de Shenzhen, também na China, que caiu hoje 1,75%, para 6.563,07 pontos, menos da metade do nível de um ano atrás, quando ficava em torno dos 18 mil pontos.

No entanto, os analistas consideram que o pânico das Bolsas chinesas, que levou o Banco Industrial e Comercial da China (ICBC), maior do país, a cair 7,89% na metade do pregão, só foi justificado em parte.

O ICBC anunciou que conta com 107 milhões de euros (US$ 151,8 milhões) em bônus relacionados ao Lehman Brothers, que só representam 0,01% de seus ativos totais.

Já o China Merchants Bank, o sexto maior banco do país, possui bônus relacionados à entidade americana no valor de 48,8 milhões de euros (US$ 70 milhões), valor muito baixo em comparação ao lucro líquido de 1,35 bilhão de euros (US$ 1,94 bilhão) que obteve nos primeiros seis meses do ano.

O Banco da China (BOC) também anunciou que tem 52 milhões de euros (US$ 75,62 milhões) em bônus relacionados ao Lehman Brothers e 37 milhões de euros (US$ 53,2 milhões) em empréstimos.

À queda dos bancos chineses se uniu a baixa nas empresas do setor lácteo por causa do escândalo de segurança alimentar do leite em pó para bebês, adulterado com melamina, e que já matou quatro crianças na China.

A falta de confiança dos investidores nos pregões chineses não é nova, pois se viu como as autoridades das Bolsas de Valores prometiam medidas para impulsionar a economia do país que não eram adotadas e como o lucro das empresas chinesas, que cotam no pregão, aumentou 16% quando as previsões eram de alta de 25%.

Na última segunda, ao mesmo tempo em que o Lehman Brothers se declarava em quebra, o Banco Popular da China anunciava medidas para impulsionar a economia do país, como a redução das taxas de juros dos créditos em iuanes por um ano de até 7,2%, 0,27 ponto percentual a menos.

As medidas, no entanto, foram esquecidas por causa da queda das Bolsas mundiais, que também não deixou escapar o índice Hang Seng, de Hong Kong.

O pregão de Hong Kong, que tem forte dependência de Wall Street, vem caindo há meses por medo da recessão nos Estados Unidos, e esta semana os temores dos investidores foram confirmados: com o baque do pregão americano o Hang Seng caiu, na última terça, para níveis de dois anos atrás, e ficou em 18,3 mil pontos.

Hoje, apesar de na metade do pregão ter perdido mais de 1,3 mil pontos, conseguiu se recuperar e fechou com baixa de 0,03%, aos 17.632,46 pontos, 4,73 pontos a menos.

Enquanto isto, as Bolsas de Tóquio e de Seul também caíram arrastadas pelos prejuízos dos bancos, principais vítimas da crise.

O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio caiu 2,21%, para seu nível mais baixo dos últimos três anos, e fechou a 11.489,30 pontos, após superar o mínimo da última terça.

Já o índice Kospi da Bolsa de Seul perdeu 2,3% e fechou a 11.392,42 pontos, enquanto o maior banco sul-coreano, o Kookmin Bank, caiu 7,12%. EFE trr/fh/fal

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG