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Bolsas asiáticas voltam a desabar, com índice japonês Nikkei caindo quase 7%

Fernando A. Busca Tóquio, 22 out (EFE).

EFE |

- Após vários dias de lucro sustentado as bolsas asiáticas voltaram hoje a desabar, principalmente em Tóquio, onde o Nikkei caiu quase 7% e o euro foi cotado a seu nível mais baixo em quatro anos e meio.

O dia já começou mal em Tóquio, mas com o passar das horas as notícias ficaram piores para os investidores com a ameaça cada vez mais forte de recessão global, com os rumores sobre uma queda nos resultados das empresas e com a valorização do iene frente ao dólar e ao euro.

Os temores generalizados de um possível colapso do sistema financeiro se dissiparam, mas as conseqüências da crise na economia real provocaram hoje nos pregões asiáticos quedas que lembram em intensidade às das semanas anteriores.

O índice Nikkei, do Japão, foi o que fechou em pior situação, mas no resto da região a tendência foi semelhante.

O Kospi sul-coreano caiu 5,14%, o Hang Seng de Hong Kong baixou 5,15% e o Straits Times de Cingapura diminuiu 5,46%.

O Nikkei desabou 6,79% por causa dos rumores sobre uma provável tendência negativa dos resultados das empresas japonesas entre julho e setembro, principalmente as exportadoras.

Muitos dos grandes nomes do setor corporativo japonês, como a Sony e a Canon, arrecadam grande parte de sua receita no exterior, por isto um iene muito caro costuma reduzir de forma muito grande os lucros ao retornarem ao país.

A maior parte das companhias japonesas divulgará seus resultados a partir da semana que vem, o que representa um iminente fluxo de informação sobre o estado real das empresas que aumentou a ansiedade dos investidores hoje.

Além disso, o iene se fortaleceu em relação ao dólar, o que teve um grande efeito na cotação de papéis de empresas como a Toyota, cujo preço foi atingido ainda pela publicação de que em 2008 as vendas da empresa japonesa diminuiriam pela primeira vez em uma década por causa da crise.

Os papéis do maior fabricante de veículos japonês caíram hoje quase 7%, até 3.530 ienes, e as da empresa de produtos eletrônicos NEC desabaram 20%.

Se o dólar se desvalorizou em relação ao iene, o euro baixou ainda mais seu valor em relação à moeda japonesa.

No final de junho o euro passava perto dos 170 ienes por unidade, mas durante o dia de hoje chegou a cotar em torno dos 126 ienes, seu nível mais baixo em 54 meses.

Após a explosão da crise financeira, o iene subiu quase 25% em relação ao euro, o que afunda a cotação das empresas exportadoras japonesas com atividade na Europa.

Por razões diferentes, mas com resultados idênticos, o índice Kospi, da vizinha Coréia do Sul, perdeu hoje 5,14% de seu valor.

A moeda sul-coreana voltou a perder terreno mesmo com as medidas anunciadas pelas autoridades econômicas do país desde o fim de semana passado, como o anúncio de um pacote de US$ 100 bilhões em garantias estatais para ajudar os bancos locais.

A queda do won colocou em risco o pagamento da dívida pública sul-coreana e parece resistir à reversão de sua tendência, apesar dos esforços do Governo.

Como resultado, a Hyundai Motor e a Hyundai Heavy Industries, dois dos grandes nomes da economia sul-coreana, caíram hoje após perderem 14,21% e 12,42%, respectivamente.

Em Hong Kong o panorama seguiu a mesma linha, com o Hang Seng prejudicado principalmente pela forte queda do grupo Citic Pacific, após seu anúncio de perdas avaliadas em US$ 2 bilhões que o levaram a perder 55% de seu valor em bolsa na terça-feira e a baixar 25% hoje. EFE fab/ev/fal

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