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Bolsas asiáticas fecham com perdas moderadas após abertura muito negativa

Patricia Souza. Tóquio, 7 out (EFE).- Os números vermelhos dominaram hoje pelo segundo dia consecutivo os fechamentos das Bolsas de Valores na Ásia, especialmente em Tóquio, mas a expectativa de uma reação em Wall Street moderou as fortes quedas que foram registradas na abertura.

EFE |

O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio fechou hoje em baixa de 3% e se juntou ao 4,25% de queda da última segunda, mas o resultado poderia ter sido pior, pois nos primeiros 16 minutos de pregão a Bolsa despencava e ficava abaixo da barreira psicológica dos 10 mil pontos pela primeira vez desde dezembro de 2003.

No geral, as aberturas foram hoje muito negativas na Ásia, seguindo a tendência da última segunda das Bolsas de todo o mundo, sobretudo a de Nova York, que ficou abaixo dos 10 mil pontos, com queda de 3,58%.

No entanto, o corte nas taxas de juros estipulado pelo banco central australiano de 7% para 6%, a evolução do mercado de futuros de Nova York e a abertura em alta das Bolsas européias moderaram os resultados.

O índice Kospi de Seul, que abriu em forte queda de quase 2%, conseguiu fechar com uma ligeira ascensão de 0,54%, enquanto sua divisa continuava sofrendo.

O won sul-coreano alcançou seu nível mais baixo dos últimos seis anos e meio frente ao dólar, que finalizou o pregão valendo 1.328,1 wons, o que alegrou os gigantes exportadores sul-coreanos e ajudou no fechamento positivo do Kospi.

Já a bolsa de Hong Kong, que ontem fechou em baixa de quase 5%, hoje não operou por conta de um feriado, enquanto sua vizinha Xangai encerrou a sessão desta terça-feira com leve recuo de 0,73%, para 2.157,84 pontos, após retroceder 5,23% ontem.

O índice JKSE da Bolsa de Jacarta, que ontem sofreu queda de 10% - a maior de sua história -, teve um recuo de 1,76% hoje, enquanto Cingapura se distanciou do resto das Bolsas do Sudeste Asiático e teve abertura positiva, embora tenha fechado com menos de 1% de aumento.

A Bolsa de Valores da Ásia que teve pior resultado hoje foi a de Tóquio, segunda principal do mundo após a de Nova York e que desde quinta passada perdeu 1,2 mil pontos.

O Nikkei vem em queda livre e cada vez mais perto da barreira psicológica dos 10 mil pontos, muito longe do recorde dos 18.261,98 alcançado em 2007.

Hoje o pregão fechou em 10.155,90 pontos, nível que não se via desde o início de 2004, enquanto o Topix, que reúne todos os papéis da primeira seção e é dominado pelos ativos bancários, seguia abaixo dos mil pontos e fechou em 977,61 pontos.

Tudo isto aconteceu apesar de o Banco do Japão (BOJ, banco central japonês) ter mantido as taxas de juros no baixíssimo nível de 0,5%, o menor de todas as grandes áreas monetárias, e ter voltado a injetar quase US$ 10 bilhões no mercado para evitar uma crise de liquidez.

Em 15 dias, a entidade forneceu US$ 255 bilhões ao mercado japonês, em coordenação com medidas similares do Federal Reserve (Fed, banco central americano) e do Banco Central Europeu (BCE).

O Governo, o BOJ e os analistas já dão por certo que o Japão atrasará sua recuperação por causa da atual tempestade financeira e que a segunda maior economia do mundo está a ponto de confirmar sua recessão após se contrair 3% no segundo trimestre.

O governador do BOJ, Masaaki Shirakawa, admitiu hoje que a recuperação chegará "mais tarde" do que se esperava. EFE psh/fh/fal

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