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Bolsas asiáticas despencam após queda de ontem em Wall Street

Fernando A. Busca.

EFE |

Tóquio, 16 out (EFE).- As bolsas asiáticas voltaram a cair hoje, com porcentagens superiores às quedas históricas de semana passada, seguindo a queda desta quarta-feira no mercado de Wall Street.

O índice Nikkei da Bolsa de Tóquio perdeu 11,4%, o Kospi sul-coreano caiu 9,44% e o Hang Seng, de Kong Kong, desceu 5,11%, porcentagens que se tornaram quase freqüentes ultimamente e que fizeram os investidores fugir dos pregões.

Após uma última semana desastrosa, os dois últimos dias de cotação haviam dado um ânimo às bolsas asiáticas, nos quais o Nikkei, por exemplo, recuperara parte do terreno perdido com alta de 14% na terça-feira.

Apesar de o medo de um possível colapso do sistema financeiro internacional parecer relativamente superado, o fantasma da recessão da economia real fez com que todos os índices asiáticos despencassem.

O índice Nikkei foi o que mais caiu, seguindo a trajetória dos recentes dias negros nos mercados da Ásia.

O mais destacado índice japonês perdeu hoje 11,4%, a segunda maior queda em porcentagem da história do pregão de Tóquio.

Os 33 setores da Bolsa de Tóquio caíram, principalmente as empresas do setor marítimo, de mineração e de casas de valores, em um dia que quase reduziu os lucros de 1,27 mil pontos acumulados entre terça e quarta-feira.

A queda da Bolsa japonesa esteve muito relacionada com os dados macroeconômicos ruins dos Estados Unidos, que prevêem um horizonte escuro para o setor exportador japonês, muito ligado ao Nikkei.

Na mesma linha, o encarecimento do iene frente ao dólar, más notícias para grandes empresas exportadoras como a Toyota, que caiu 9%, e a Canon, que perdeu 12%, também influenciaram.

No entanto, se o dia foi ruim no Japão, foi ainda pior em Seul devido à situação de divisa.

A saída maciça de capital estrangeiro da Bolsa de Valores de Seul imprimiu uma pressão em massa sobre a moeda nacional (won), que perdeu hoje quase 10% de seu valor em comparação ao dólar.

Desde o início do ano, o won perdeu mais de 30% de seu valor frente ao dólar, um desabamento que causa incerteza sobre a solvência da dívida pública sul-coreana e que voltou a despertar os fantasmas da crise de 1997 na Coréia do Sul.

O Hang Seng de Hong Kong, que fecha depois do Nikkei e constatou que o dia estava melhor nos pregões europeus, recuperou na última hora grande parte do terreno que foi perdendo durante o dia, em cotas de até 8%, e fechou com queda de 5,11%.

Em Xangai, as perdas foram grandes, porém mais leves do que em outras Bolsas da região.

O desastre de Wall Street ontem arrastou a Bolsa chinesa, mas as perdas foram moderadas no índice SSE Composite, que caiu 4,25%.

O pregão chinês fechou em 1,9 mil pontos, muito longe do limite de risco de 2 mil pontos estabelecido pelos analistas, que ainda esperam uma maior queda nos próximos dias, para os 1,8 mil.

Tanto os investidores quanto os analistas esperam que a crise financeira se reflita nos lucros das empresas chinesas, especialmente nos resultados do setor bancário, um dos mais afetados.

No Sudeste asiático, a tônica foi igual: perdas generalizadas por volta de 5% e pessimismo.

Em Cingapura, a Bolsa mais importante da região, o índice Straits Times caiu 6,08%. Nas Filipinas as perdas foram de 5,18% e na Austrália a queda alcançou 6,66%. EFE fab/fh/jp

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