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Bolsas asiáticas confirmam tendência de baixa, afetadas por Wall Street

Patricia Souza. Tóquio, 10 out (EFE) - As bolsas asiáticas foram tomadas, nesta sexta-feira, por uma forte tendência de venda de ações, registrada principalmente em Tóquio, que, com perdas próximas aos 10% hoje, encerrou a pior semana da história do pregão japonês. A queda registrada na quinta-feira em Wall Street, superior a 7% e a maior desde 1987, levou ao afundamento das bolsas de valores da Ásia, uma região eminentemente exportadora que teme o efeito da diminuição da demanda nos Estados Unidos nos lucros de suas empresas. No final de uma semana negra para os pregões, Tóquio perdeu hoje quase 10%, fechando em seu menor nível desde maio de 2003, enquanto Hong Kong caiu mais de 7%, seu pior resultado em três anos, e Manila teve queda superior aos 8%. A bolsa da Austrália também perdia mais de 8%, após a segunda maior queda da história, e Seul registrava baixa superior a 4%, até seu menor patamar em mais de dois anos. Enquanto isso, a Bolsa de Jacarta, que estava fechada desde quarta-feira, perdeu 10,38%, acumulando baixa de mais de 30% em quatro pregões, e o mercado da Tailândia foi obrigado a suspender durante meia hora as negociações quando a perda atingiu 10,02%. Na Ásia, o principal expoente negativo voltou a ser hoje o Nikkei de Tóquio, que registrou uma queda de 9,62%, a segunda próxima aos 10% em uma semana na qual a bolsa japonesa acumulou perdas de 24,33%, o pior registro semanal da história do país. No sétimo pregão seguido de baixa...

EFE |

Nos últimos cinco pregões, o Nikkei caiu 2.661,71 pontos (24,33%), e o Topix, que reúne as ações mais negociadas na bolsa e que é dominado por papéis de bancos, baixou 207,11 pontos (19,76%).

O Nikkei não foi afetado pelo aumento da injeção diária realizada pelo Banco do Japão (BOJ), até US$ 45,367 bilhões, a maior até agora, mas foi atingindo pelo anúncio de falência da seguradora Yamato Life Insurance, maior empresa financeira japonesa que quebra nesta crise financeira global.

Na Coréia do Sul, um país especialmente sensível à crise financeira atual, a Bolsa de Seul registrou uma queda menos acentuada, de 4,13%, resultado tranqüilizador, considerando-se que, durante o pregão, chegou a cair quase 9%.

O Kospi de Seul terminou com 1.241,47 pontos, seu patamar mais baixo desde 19 de julho de 2006, graças, em parte, à queda do dólar até os 1.309 wons, após dias de grande valorização em relação à moeda sul-coreana.

Enquanto isso, outro dos mercados asiáticos mais afetados hoje pela seqüência negativa era Hong Kong, que fechou com baixa de 1.146,37 pontos (7,19%), aos 14.796,87 pontos.

Este foi o pior fechamento do índice referencial Hang Seng desde novembro de 2003.

Na Bolsa de Xangai, a queda não era tão acentuada, pois o índice geral perdia hoje 3,57%, aos 2,000,57 pontos.

No entanto, o índice geral de Xangai perdeu 60,57% neste ano e 65,95% desde seu recorde histórico, registrado em outubro, quando bateu os 6.092,06 pontos.

A jornada já começou no vermelho em todas as bolsas da Ásia por causa da queda registrada na quinta-feira em Wall Street.

O Sensex-30 da Bolsa de Mumbai perdia mais de 8% na abertura, aos 10.632 pontos, e pouco depois se aproximava de uma queda de 10%, máximo permitido pelo organismo regulador antes de suspender o pregão.

Ao longo do dia se confirmavam os maus presságios em todos os pregões asiáticos, e, assim, a bolsa das Filipinas descia 8,33%; a do Vietnã, 4,68%; a da Tailândia, 9,61%, enquanto Cingapura caiu 7,34%, e Kuala Lumpur, 3,60%. EFE psh/db

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