As bolsas asiáticas celebraram nesta segunda-feira com ótimos resultados a decisão do governo dos Estados Unidos de assumir o controle das gigantes do crédito hipotecário Fannie Mae e Freddie Mac, medida que deve evitar novas aflições da economia mundial.

Em Tóquio, o índice Nikkei dos principais valores ganhou 3,38% e recuperou parte das perdas da semana passada, quando o mercado japonês registrou uma desvalorização de quase 7%.

Em Hong Kong, a alta foi de 4,3%, com o índice Hang Seng ganhando 860,99 pontos, a 20.794,27 unidades.

Cingapura fechou em alta de 4,67%. O índice Straits Times ganhou 120,28 pontos, a 2.694,49 unidades.

Seul também foi destaque, com uma alta de 5,15%. Em Taipé a valorização foi de 5,57%, em Sydney chegou a 3,90% e na Nova Zelândia a 1,13%.

"O resgate do Fannie Mae e do Freddie Mac aliviou os mercados, pois diminuiu os riscos do mercado de crédito mundial", disse Allen Lin, analista da Concord Securities em Taipé.

O Tesoruo americano assumiu no domingo o controle dos gigantes Fannie Mae e Freddie Mac, durante o tempo necessário para sanear a situação das duas instituições, afetadas pela crise de crédito e das hipotecas de risco (subprimes).

O plano de reestruturação tem um respaldo federal de até 100 bilhões de dólares para cada uma das duas empresas.

"O mercado registrou um excesso de vendas nos últimos tempos. A tomada de controle (do Fannie Mae e Freddie Mac) estimulou os caçados de bons negócios a não deixar passar a oportunidade", explicou Arch Shih, analista da Taiwan International Securities.

Para o mercado, o anúncio do Tesouro americano dissipa incertezas sobre o crédito e os temores de deterioração do mercado imobiliário.

O presidente George W. Bush alegou que a quebra do Fannie Mae e do Freddie Mac, que garantem mais de 40% das hipotecas nos Estados Unidos, representaria um "risco inaceitável" para a maior economia do planeta.

Para o Fundo Monetário Internacional (FMI), o plano de resgate dará um "respaldo aos mercados e, portanto, às perspectivas econômicas e financeiras mundiais.

O plano, apresentado pelo secretário americano do Tesouro, Henry Paulson, "dá tempo para obter um consenso sobre uma reforma importante das instituições e garante a estabilidade dos mercados e um apoio ao reaquecimento econômica", afirmou o diretor geral do FMI, Dominique Strauss-Kahn.

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