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Bolsas acentuam ganhos, à espera da reunião do Fed

SÃO PAULO - À espera da reunião do Federal Reserve (Fed, banco central americano), que anuncia às 15h15 sua decisão de política monetária, os mercados operam em alta no pregão desta terça-feira. Embora a expectativa seja de manutenção da taxa básica de juros dos EUA no intervalo de zero a 0,25% ao ano, os agentes estão atentos ao comunicado que será divulgado após o encontro, que pode dar novas sinalizações sobre o rumo da política monetária daquele país.

Valor Online |

No Brasil, o mercado acionário acompanha o cenário externo, depois das três baixas seguidas verificadas nos últimos pregões. Há pouco, o Ibovespa avançava 1,14%, aos 69.813 pontos, com giro de R$ 2 bilhões. O índice futuro também subia, 1,11%, aos 70.225 pontos.

Em Wall Street, o índice Dow Jones avançava 0,25%, enquanto o Nasdaq se apreciava em 0,41% e o S & P 500 aumentava 0,44%.

Na Europa, os agentes acompanham as discussões sobre uma possível ajuda à Grécia. e as principais bolsas do continente operavam no campo positivo.

"Ontem, tivemos um mercado pautado pela cautela, e hoje acontece o inverso. Há um consenso no mercado de que os juros serão mantidos nos Estados Unidos, mas é grande a expectativa em relação ao comunicado, se haverá ou não a sinalização de manutenção de juros baixos por um período prolongado", comentou o analista de renda variável do Paraná Banco Asset Management, Leonardo Deeke Boguszewski.

O analista ressalta que é uma questão de tempo para os juros americanos voltarem a subir e que, embora uma sinalização já nesta reunião seja negativa para o mercado acionário, a interpretação de que a economia do país está melhor que o imaginado poderá trazer otimismo.

Segundo Boguszewski, o mercado brasileiro também opera na expectativa em relação à reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que tem início nesta terça-feira.

Dentro do Ibovespa, entre as "blue chips", as ações PN da Petrobras subiam 0,62% há pouco, a R$ 37,00, com giro de R$ 200,2 milhões.

A estatal comunicou a descoberta de nova acumulação de óleo leve em reservatórios localizados na Bacia de Sergipe. O poço em questão é o 3-PRM-12-SES, na área de Piranema, na seção pós-sal. O volume de óleo economicamente recuperável é estimado em 15 milhões de barris.

Os papéis PNA da Vale registravam avanço de 1,45%, a R$ 47,38, e movimentavam R$ 207,9 milhões.

Entre as maiores altas do índice, destaque para os papéis ON da Lojas Renner, que tinham elevação de 3,13%, a R$ 41,09; para as ações PN da Gerdau Metalúrgica, que subiam 2,65%, a R$ 34,80; e para os papéis ON da MMX Mineração, que apresentavam alta de 2,42%, a R$ 13,92.

No sentido contrário, as ações ON da CCR tinham a maior queda do índice, com baixa de 0,86%, a R$ 40,05, seguidas pelos papéis PNA da Telemar, com perda de 0,51%, a R$ 52,60, e pelas ações da Ultrapar, com recuo de 0,38%, a R$ 83,54.

Entre os maiores volumes do dia, apareciam as ações ON da OGX Petróleo, com valorização de 0,17%, a R$ 16,83, e giro de R$ 145,2 milhões.

Também tinham um volume forte os recibos de ação da Laep, com giro de R$ 120,3 milhões, com aumento de 2,31%, a R$ 1,77. A empresa ainda está sendo favorecida pelo anúncio da assinatura de um acordo entre a Monticiano Participações, da GP Dairy, e da Laep Investments, detentora do licenciamento da marca italiana Parmalat.

No cenário corporativo, a PDG Realty informou que registrou lucro líquido de R$ 97,451 milhões no quarto trimestre, aumento de 96% sobre os R$ 49,611 milhões apurados em igual trimestre de 2008. A receita líquida cresceu 72%, para R$ 620,141 milhões.

No acumulado de 2009, o lucro somou R$ 338,132 milhões, ampliação de 85% sobre os R$ 182,463 milhões obtidos em 2008. A receita líquida subiu 61%, para R$ 1,983 bilhão. Há instantes, as ações da companhia tinham acréscimo de 1,85%, a R$ 16,43.

No setor de carnes, o governo argentino determinou a suspensão temporária dos embarques de carne resfriada e congelada ao exterior, em uma medida de emergência para forçar a queda dos preços no mercado interno. O Escritório Nacional de Controle Comercial Agropecuário (Oncca) não confirmou oficialmente o fechamento das exportações, mas a medida está válida desde sábado e não tem prazo, segundo frigoríficos e associações rurais.

A notícia ainda não abalou o desempenho dos papéis dos principais frigoríficos. Minutos atrás, os papéis ON do Marfrig subiam 1,71%, a R$ 21,30, enquanto as ações ON do Minerva avançavam 0,14%, a R$ 7,03.

(Beatriz Cutait | Valor)

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