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A Bovespa opera em queda nesta terça-feira, em movimento de realização sobre a forte alta registrada ontem, quando prevaleceu a euforia com o pacote de resgate de 750 bilhões de euros para estabilizar a moeda única europeia e evitar que a crise de dívida da Grécia se espalhe para outros países da zona do euro. Às 12h02, o principal índice da Bolsa paulista registrava desvalorização de 0,45%, aos 65.

A Bovespa opera em queda nesta terça-feira, em movimento de realização sobre a forte alta registrada ontem, quando prevaleceu a euforia com o pacote de resgate de 750 bilhões de euros para estabilizar a moeda única europeia e evitar que a crise de dívida da Grécia se espalhe para outros países da zona do euro. Às 12h02, o principal índice da Bolsa paulista registrava desvalorização de 0,45%, aos 65.155 pontos. Na mínima alcançou 64.586 pontos (-1,32%). No mesmo horário, o Dow Jones recuava 0,29% e S&P 500 registrava baixa de 0,39%. "O plano anunciado no final de semana tem um teor bastante positivo e tirou a pressão de venda do mercado, mas ainda há dúvidas sobre como o processo vai caminhar, além de dúvidas sobre o próprio crescimento da Europa posteriormente ao pacote", destaca o chefe de análise da Modal Asset, Eduardo Marques Roche. O profissional avalia ainda que o mercado tenta voltar suas atenções aos fundamentos, mas não consegue deixar de lado o pano de fundo atual, que é a situação fiscal dos países da Europa. Também os sinais de uma desaceleração do crescimento da China, na avaliação de Roche, colocam em xeque os mercados de renda variável, principalmente, a bolsa paulista, que é dependente das empresas ligadas ao setor de commodities. Petrobras PN recuava 0,46% e ON cedia 0,73%. Vale PNA registrava perdas de 0,80% e ON queda de 0,42%. Depois da alta de ontem, as siderúrgicas caem com Gerdau (-0,71%), CSN (-1,01%) e Usiminas (-0,17%). A exceção fica por conta de Gerdau Metalúrgica que avança 0,12%. O mesmo acontece com o setor de construção com PDG (-0,32%), Rossi (-0,67%), MRV (-0,08%) e Gafisa (-1,11%). <b>Telefonia</b> Embora o movimento de queda e alta das ações hoje está mais ligado ao fluxo do que aos fundamentos, analistas da XP Investimentos destacam que a exceção fica por conta de Vivo e Tim, que lideram a lista de maiores altas do Ibovespa após o anúncio de que a espanhola Telefónica apresentou uma oferta para a aquisição da participação de 50% da Portugal Telecom na Brasilcel, holding que detém o controle da Vivo Participações no Brasil, por 5,7 bilhões de euros. O conselho da Portugal Telecom recusou por unanimidade a oferta. Os profissionais da XP ressaltam que a oferta agressiva da Telefónica espanhola pela Vivo mostra que a empresa está empenhada em dar as cartas em uma operação móvel no Brasil, uma vez que divide como Portugal Telecom o controle da Vivo. "Há quem acredite que a Telefónica possa fazer uma nova proposta, ainda mais agressiva, o que faz com que os papéis da Vivo subam, ou parta para uma nova empresa, no caso a TIM", afirmam. <b>Balanços</b> Entre as companhias que divulgaram balanço, Pão de Açúcar subia 1,32%. O grupo registrou um lucro líquido consolidado, que inclui as operações do Ponto Frio, de R$ 126,2 milhões no primeiro trimestre deste ano, representando uma alta de 32,9% sobre igual período do ano passado. Sem considerar o Ponto Frio, o lucro líquido da companhia avançou 36,9%, para R$ 129,9 milhões. Os resultados não incorporam os números da Casas Bahia, que se associou à companhia em dezembro do ano passado. O resultado ficou 8,2% abaixo da média prevista por analistas consultados pela Agência Estado. Randon subia 0,95%. A empresa reportou lucro líquido consolidado de R$ 40,4 milhões no primeiro trimestre de 2010, com alta de 50,8% sobre o mesmo período de 2009. A Marcopolo registrava ganhos de 1,99% após ter divulgado lucro líquido consolidado de R$ 69,070 milhões, 221,4% maior que os R$ 21,485 milhões de igual período de 2009. ALL, por sua vez, avançava 0,81%. A empresa de transporte ferroviário encerrou o primeiro trimestre de 2010 com lucro líquido consolidado de R$ 17,5 milhões, revertendo prejuízo de R$ 22,6 milhões do mesmo trimestre de 2009. O resultado inclui a participação na Santa Fé Vagões. A Even subia 1,84%. A incorporadora obteve lucro líquido consolidado de R$ 44,086 milhões no primeiro trimestre de 2010, com elevação de 291,8% sobre os R$ 11,250 milhões registrados no mesmo período de 2009. Itaúsa registrava ganhos de 0,59%. A empresa encerrou o primeiro trimestre de 2010 com lucro líquido consolidado contábil do conglomerado no valor de R$ 3,466 bilhões, 25,85% maior que os R$ 2,754 bilhões do mesmo período de 2009. O lucro líquido recorrente foi de R$ 3,395 bilhões, um aumento de 19,08% sobre os R$ 2,851 bilhões dos três primeiros meses do ano passado. LLX, que ontem registrou forte alta, hoje cai 2,21%, entre as maiores quedas do Ibovespa. A empresa de logística do grupo EBX, do empresário Eike Batista, encerrou o primeiro trimestre de 2010 com lucro líquido de R$ 2,294 milhões, saindo de prejuízo de R$ 11,286 milhões em igual trimestre de 2009. Na lista de maiores altas figuravam Sabesp (3,77%), Ambev (+1,80%), JBS (+1,66%). Já a lista de maiores quedas era composta por OGX (-3,84%), BM&FBovespa (-3,08%), MMX (-2,55%), Fibria 2,30%)B2W (-2,61%) e Brasil Ecodiesel (-1,90%).

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