A Bovespa opera em alta hoje, seguindo o movimento dos mercados europeu e norte-americano, diante de sinais positivos nas duas regiões. A decisão de ontem do Copom de elevar a taxa básica de juros para 9,5% não chega a influenciar o mercado negativamente.

A Bovespa opera em alta hoje, seguindo o movimento dos mercados europeu e norte-americano, diante de sinais positivos nas duas regiões. A decisão de ontem do Copom de elevar a taxa básica de juros para 9,5% não chega a influenciar o mercado negativamente. Mas o principal índice da Bolsa brasileira sobe impulsionado principalmente pela Vale, que volta a subir depois de dias sendo penalizada. Às 11h52, o Ibovespa subia 1,17%, com giro de R$ 1,48 bilhão e previsão de R$ 5,66 bilhões para o fechamento. Há pouco, Vale PNA subia 1,75%, enquanto Vale ON avançava 1,28%. A manutenção de demanda forte, especialmente proveniente da China, onde os preços no mercado à vista seguem em trajetória ascendente, garante a atratividade do papel, que no ano já acumula alta de 15%. Os papéis da Petrobras também sobem: enquanto a ação PN da estatal avançam 1,17%, a ON ganhava 1,26%, acompanhando a alta de mais 2,5% do barril do petróleo na Nymex. Apesar de nenhuma solução firme para o problema fiscal da Grécia ter sido divulgada, a expectativa de que um pacote de ajuda mais encorpado seja direcionado para o país - e cujo anúncio seria feito nos próximos dias - ameniza as tensões dos dias anteriores e faz as bolsas europeias operaram em alta hoje. Nos Estados Unidos, além do sinal positivo vindo do velho continente, indicadores internos favoráveis impulsionam os papéis nas bolsas do país, com destaque para a queda dos pedidos de auxílio-desemprego. S&P 500 avançava 1,24%. "Indicadores da economia americana, seja de emprego como de balanços das empresas, vem mostrando forte recuperação nos últimos tempos", destacou o gestor de renda variável da Máxima Asset Management, Felipe Cassoti, afirmando que as bolsas devem responder às perdas verificadas recentemente. <b>Varejo</b> Além das blue chips, entre as maiores altas do Ibovespa destaque também para as companhias de varejo: Natura há pouco subia 2,41%, liderando a lista; Lojas Renner avançava 2,12% e Lojas Americanas, 2,24%. Analistas avaliam que o cenário para o setor permanece positivo mesmo com a alta da Selic em 0,75 ponto porcentual, que na avaliação de um operador já tinha sido precificada pelo mercado. Natura também é impulsionada pelos bons resultados do primeiro trimestre, divulgados na noite de ontem. A empresa reportou lucro consolidado de R$ 141,6 milhões no período, em linha com a projeção média de R$ 141,8 milhões dos analistas consultados pela Agência Estado (Brascan, Fator, Goldman Sachs, Itaú e Votorantim). A geração de caixa medida pelo Ebitda ficou em R$ 243,5 milhões, 5,5% acima das estimativas, e a receita líquida de R$ 1,014 bilhão também veio em linha com as expectativas dos analistas, que na média esperavam R$ 1,003 bilhão. Os investidores também respondem positivamente aos balanços divulgados entre a noite de ontem e a manhã de hoje de outras companhias: Santander avançava 4,35%; Comgás (+3,06%); Fosfértil (+0,87%); Cielo (+0,78%). O Banco Santander registrou lucro líquido de R$ 1,763 bilhão no primeiro trimestre de 2010, alta de 111,9% ante igual período de 2009, considerando o balanço no padrão IFRS. Os ativos totais do banco mantiveram-se praticamente estáveis em relação a dezembro, em R$ 316,048 bilhões. O patrimônio líquido também ficou estável em relação ao trimestre anterior, em R$ 70,729 bilhões. A carteira de crédito do Banco Santander fechou março em R$ 139,910 bilhões, expansão de 2% em 12 meses. O crédito para pessoas físicas foi o destaque no período. As operações desse segmento cresceram 8,6% em 12 meses e encerram março em R$ 43,992 bilhões. A carteira de financiamento ao consumo somou R$ 25,509 bilhões, aumento de 4,1%. Já os papéis da Totvs caem 0,78%, após reportar queda de 4,1% no seu lucro líquido do primeiro trimestre, para R$ 27,851 milhões. Segundo a companhia, o lucro foi afetado negativamente pelo volume de amortização de ágio das aquisições de empresas 20,2% maior que o do primeiro trimestre de 2009.

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