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Bolsa termina o pregão em baixa de 1,61%, seguindo NY

Mudou o calendário, mas a Bovespa manteve em fevereiro o padrão de janeiro: acompanhar as bolsas norte-americanas. E o sinal continuou negativo.

Agência Estado |

Os temores com o setor financeiro voltaram a se agravar hoje, com notícias ruins na Europa. Como os indicadores conhecidos nos Estados Unidos não serviram para injetar ânimo, as perdas se espalharam.

Pela terceira sessão seguida, o Ibovespa fechou em baixa, de 1,61%, aos 38.666,44 pontos. Na mínima, tocou os 38.453 pontos (-2,16%) e, na máxima, os 39.364 pontos (+0,16%). No ano, a Bolsa acumula alta de 2,97%. O giro financeiro neste início de mês foi muito fraco e totalizou R$ 2,618 bilhões.

Na Ásia, as bolsas recuaram seguindo o desempenho visto em Nova York na sexta-feira e também em razão da falta de novidades governamentais no setor financeiro na China, cujas bolsas ficaram uma semana fechadas. Mas foi a Europa que deu os incentivos para as bolsas ocidentais caírem. A agência de classificação de risco Moody's cortou a nota (rating) de crédito a longo prazo do Barclays, o que levou a uma onda de venda das ações. A decisão contaminou os demais ativos do setor financeiro, revigorando os temores sobre corte de ratings de países.

Além disso, o BNP Paribas anunciou que abrirá mão do controle das atividades da seguradora do belga-holandês Fortis e se ofereceu para comprar 10% da unidade por 550 milhões de euros, com os restantes 90% ficando com o Fortis Holding.

Em Londres, o índice FT-100 recuou 1,73%; em Paris, o índice CAC-40 perdeu 1,48%; em Frankfurt, o índice DAX-30 teve queda de 1,55%. Os papéis dos bancos estiveram entre as maiores quedas.

Nos EUA, as notícias externas serviram de justificativa para a abertura fraca, mas alguns indicadores também não foram bons e reforçaram a dose de cautela dos investidores. Os dados de dezembro conhecidos hoje foram a renda pessoal (-0,2%); os gastos com consumo (-1,0%); a renda pessoal disponível (-0,2%); os gastos com bens duráveis (-1,3%); gastos com bens não-duráveis (-3,5%); os gastos com serviços (+0,2%).

No ano passado, os gastos com consumo nos EUA aumentaram 0,3%, o menor aumento desde a alta de 0,2% em 1991; enquanto a renda pessoal cresceu 3,7% em 2008, o menor aumento desde o avanço de 3,2% em 2003. A taxa de poupança pessoal no ano passado ficou em 1,7%, a maior desde a taxa de 2,1% em 2004.

Já o ISM industrial (índice de gerentes de compra sobre a atividade na indústria dos EUA), referente a janeiro, apresentou melhoras ao subir de 32,9 em dezembro para 35,6. O dado, melhor do que os 32,0 esperados pelos economistas, continua, no entanto, abaixo de 50, o que sugere contração da atividade.

Em Nova York, às 18h19 (de Brasília), o índice de ações Dow Jones recuava 0,99%, o S&P perdia 0,37% e o Nasdaq subia 0,80%.

A queda do preço do petróleo diante da estimativa de recuo na demanda também acabou pesando sobre as ações - e, por tabela, nos papéis da Petrobras, que caíram 2,01% os ON e 1,36% os PN. Na Bolsa Mercantil de Nova York, o petróleo fechou em queda de 3,84%, a US$ 40,08 o barril.

Vale voltou a mostrar fôlego e teve um pregão à parte, operando em alta praticamente todo o dia. No final, entretanto, sucumbiu às perdas e fechou em queda de 0,58% a ação ON e de 0,93% a PNA.

No setor bancário, o resultado do Bradesco acabou ficando em segundo plano, já que o motivo para as vendas veio de fora. O segundo maior banco privado do Brasil anunciou lucro líquido recorrente de R$ 7,620 bilhões em 2008, queda de 4,9% em relação a 2007. No quarto trimestre, o banco reportou lucro líquido recorrente de R$ 1,806 bilhão, queda de 2,6% ante lucro de R$ 1,854 bilhão em igual intervalo de 2007. Bradesco PN caiu 2,64%, Itaú PN perdeu 3%, Unibanco Unit recuou 3,13% e Banco do Brasil ON cedeu 3,10%.

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