Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Bolsa tenta, mas matérias-primas impedem recuperação

A definição de uma trajetória de alta das ações no pregão em Nova York à tarde, em especial a ampliação dos ganhos na última hora de pregão, ajudou a reduzir as perdas na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). Mas a forte pressão de baixa em razão do declínio dos preços das matérias-primas (commodities), com o petróleo abaixo dos US$ 70 por barril pela primeira vez desde agosto de 2007, por impediu que o índice Bovespa fechasse a quinta-feira no azul, como seus pares norte-americanos.

Agência Estado |

O Ibovespa encerrou em queda de 1,06%, aos 36.441,72 pontos. Apenas na abertura do pregão pela manhã conseguiu sustentar-se em território positivo, quando subiu 1,52%, aos 37.394 pontos, na máxima. Na mínima, chegou perto do limite para que fosse acionado o circuit breaker ao cair 8,36%, para 33.752 pontos. O volume financeiro somou R$ 5,522 bilhões (preliminar). Nesta semana, o Ibovespa ainda acumula variação positiva de 2,34%. Mas no acumulado de outubro, o Ibovespa registra expressiva queda de 26,44%.

"Não existe mais análise fundamental para operar no mercado. O que manda é o psicológico", segundo a opinião de um profissional da área de renda variável de uma corretora em São Paulo, para explicar o comportamento volátil nas operações hoje. "O Ibovespa até reagiu no final e quase fechou no azul. Mas foi uma recuperação sem consistência", complementou outro profissional do mercado, de uma corretora do Rio.

Em Wall Street, o índice Dow Jones encerrou em 8.979,26 pontos, com valorização de 4,68%. O S&P-500 aumentou 4,25%, para 946,43 pontos. E o Nasdaq Composite ganhou 5,49%, aos 1.717,71 pontos.

No noticiário nos EUA desta quinta-feira, os investidores equilibraram indicadores desfavoráveis sobre a economia norte-americana - como a maior queda da produção industrial em 34 anos e a maior baixa mensal da história no índice de atividade industrial do Fed da Filadélfia - e outros melhores, como a estabilidade do índice de preços ao consumidor em setembro e a queda no número semanal de pedidos de auxílio-desemprego.

Na visão de Tony Volpon, economista-chefe da CM Capital Markets, a habilidade do mercado acionário norte-americano de sustentar um expressivo rali após um dia ruim nas bolsas da Europa e Ásia, notícias econômicas negativas e resultados corporativos ruins, pode ser uma prova de que os mercados estão finalmente começando a tentar ver através do que será um período de números econômicos muito fracos. A queda no preço do petróleo serviu como argumento para a recuperação em Nova York, o que gerou impulso em ações de setores como serviços públicos, aéreo e matérias-primas.

Mas se a queda do petróleo ajudou os índices de ações nos EUA, no Brasil o efeito foi contrário, uma vez que afeta negativamente as ações da Petrobras - que respondem por cerca de 18% do Ibovespa. Hoje, as ações preferenciais (PN) da estatal caíram 7,50% e as ordinárias (ON) recuaram 8,67% - liderando as baixas do índice.

Além do petróleo, o decréscimo nos preços de outras commodities, como alguns produtos agrícolas e metais, também manteve o pregão na Bolsa brasileira sob pressão. Como lembrou o profissional da corretora no Rio, a pauta de exportações brasileira é quase toda de commodities. "E as ações com maior peso no índice, junto com os papéis de bancos, são de empresas que têm seus resultados atrelados aos preços desses produtos", afirmou. As ações da Vale refletiram isso: queda de 2,13% nas PNA e recuo de 2,50% nas ON.

O setor bancário brasileiro também continuou a registrar perdas significativas e alguns papéis figuraram entre as maiores baixas do Ibovespa - Unibanco Unit registrou declínio de 6,12% e representou a quarta maior queda do índice. Na seqüência, Itaú PN cedeu 6,09%. Banco do Brasil ON ocupou a sétima posição, com desvalorização de 4,72%. Bradesco PN perdeu 3,83%.

Entre as maiores altas, Gol PN subiu 24,32%, seguida por CSN ON (+17,29%) e TIM Participações S.A. PN (+17,22%).

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG