Pelo terceiro mês consecutivo, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) ficou na lanterna do ranking dos investimentos

Pelo terceiro mês consecutivo, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) ficou na lanterna do ranking dos investimentos. Em junho, o principal índice da bolsa perdeu 3,35%. O ouro ficou no topo da listagem com valorização de 2,92%, também pela terceira vez seguida. A repetição, dizem especialistas, é por conta do aumento de aversão ao risco, sobretudo nos investidores estrangeiros, ocasionada pelas turbulências econômicas mais recentes. No ano, o Ibovespa acumula queda de 11,16%. O ouro, soma alta de 19,52%. "Ouro é investimento seguro e vai bem porque há incerteza sobre os desdobramentos dos problemas europeus. A bolsa é o outro lado da moeda: há risco e as incertezas afastam os investidores", diz Marcelo Guterman, professor do Insper. Levando em conta apenas o segundo trimestre desse ano, a bolsa caiu 13,40%, pior resultado desde o último trimestre de 2008, auge da crise financeira, quando o índice recuou 24,2%.

O cenário de queda reforça, na opinião de especialistas, que as ações devem ser encaradas como investimento de longo prazo. "Cinco anos, no mínimo", diz o educador financeiro Mauro Calil. Para quem se enquadra nesse perfil, a desaceleração do Ibovespa configura bom momento para entrar ou ampliar o valor investido. "É hora de começar a fazer compras gradativas, conforme os preços continuem a se depreciar", sugere Fábio Colombo, administrador de investimentos.

Na segunda posição do ranking de junho estão os títulos indexados ao Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M), com rentabilidade de 0,85% (mês) e de 5,68% (ano). A modalidade diversifica portfólio, dizem analistas. Os investimentos de menor risco, como fundos de renda fixa e DI, tiveram rendimentos de 0,71% e 0,63%, respectivamente, em junho. Esse tipo de aplicação é impactado pelo comportamento da taxa básica de juros (Selic), definida pelo BC. "Quanto mais alta a taxa, melhor a rentabilidade dessas modalidades", afirma Rogério Bastos, da consultoria FinPlan. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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