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Bolsa sobe e fecha no maior nível desde outubro de 2008

O relatório do mercado de trabalho norte-americano referente a janeiro foi devastador - segundo palavras do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama - mas os investidores não se deixaram abater: confiantes de que a ajuda financeira para a crise deve ser aprovada rápido pelo Congresso dos EUA, foram às compras e garantiram mais um dia de ganhos às bolsas. Os bancos foram destaques em Wall Street e no Brasil, a Bovespa continuou tendo a Vale em trajetória de alta, seguida hoje bem de perto por Petrobras e siderúrgicas.

Agência Estado |

O Ibovespa terminou o dia com alta de 4,01%, aos 42.755,50 pontos, o maior nível desde 3 de outubro de 2008 (44.517,32 pontos). Nestas quatro sessões, o indicador avançou 10,57%, na semana. No mês a alta acumulada é de 8,79%, e, no ano, +13,86%. Hoje, o Ibovespa oscilou da mínima de 41.110 pontos (estabilidade) à máxima de 42.873 pontos (+4,29%). O volume financeiro continuou mais forte, por causa da presença dos estrangeiros, e totalizou R$ 5,36 bilhões.

"A situação não poderia ser mais séria. É indesculpável e irresponsável ficar atolado em distrações e perder tempo, enquanto milhões de americanos estão sendo postos para fora de seus empregos. É tempo de o Congresso agir", declarou o presidente Obama, depois da divulgação dos números do mercado de trabalho do país. O relatório foi ainda pior do que as já péssimas previsões: em janeiro, 598 mil vagas de emprego foram fechadas (525 mil previstas) elevando para 3,6 milhões o total de empregos eliminados desde dezembro de 2007, quando os EUA entraram em recessão. A taxa de desemprego nos EUA subiu para 7,6% em janeiro, atingindo o maior nível desde setembro de 1992 (7,5% previsto).

Diante deste cenário tão fraco, os investidores reforçaram a crença de que alguma ajuda deve estar muito perto de sair, e jogaram suas fichas na aprovação rápida pelo Senado dos EUA do pacote bilionário do governo Obama. A notícia do Wall Street Journal (WSJ) de que o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, deve anunciar na próxima segunda-feira (dia 9) um novo plano de resgate ao setor financeiro também animou os mercados.

De acordo com o WSJ, o plano pode incluir o "banco ruim", ou alguma coisa semelhante, que assumiria os ativos tóxicos do sistema financeiro. Isso se daria por meio da expansão de uma linha de crédito do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), a Linha de Empréstimos de Títulos Lastreados em Ativos a Termo (Talf, na sigla em inglês), que poderá potencialmente comprar os tais ativos tóxicos. Geithner também, segundo o jornal, também pode anunciar que as injeções de capital seriam feitas com termos mais rígidos que na primeira rodada.

Ações

As ações de bancos dispararam nos Estados Unidos e impulsionaram o setor na Bovespa. O destaque foram as ações do Bank of America (BofA), que disparavam quase 27,69% no fim dos negócios no mercado doméstico, aliviados com a informação de que a estatização do banco não mais será necessária. As ações também se beneficiaram com o fato de os principais executivos do BofA estarem comprando ações da instituição.

No Brasil, o destaque do setor bancário ficou com Banestes, cujas ações preferenciais (PN) subiram 30,15% e as ordinárias (ON), +17,50%. O Banco do Brasil iniciou as negociações com o governo do Estado do Espírito Santo para a aquisição do controle acionário do Banestes para posterior incorporação da instituição. As ações ON do BB ON avançaram 1,25%; Bradesco PN ganhou 4,77% e Itaú PN teve alta de 7,13%.

Mas foi a blue chip Vale a estrela da semana. Hoje, as ações ON avançaram 4,87% e as PNA, 3,6%, acumulando ganhos de 19,23% e 15,96% em fevereiro e 39,94% e 35,96% no ano, respectivamente. Hoje, os papéis se valeram da notícia de que a China estaria fazendo compras de cobre, o que levou os contratos das matérias-primas (commodities) metálicas a subir no mercado externo. As siderúrgicas acompanharam, registrando ganhos entre 3% e 4%.

Petrobras ON subiu 5,40% e PN, 4,23%, na contramão do petróleo, que fechou em baixa no mercado internacional, mas ainda cotado na casa dos US$ 40 o barril em Nova York. As compras de investidores estrangeiros foram fundamentais para tal comportamento das ações da estatal petrolífera.

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