A Bovespa iniciou a semana atrelada ao mercado externo, mas com volume estreito, o que ampliou a volatilidade que já emanava lá de fora. Os negócios repercutiram ontem pela manhã as preocupações com a situação da Grécia e os temores de que uma onda de aperto monetário se espalhe pelo mundo, mas depois as ações passaram a subir em resposta à boa reação dos investidores ao plano de reforma da saúde aprovado no domingo pela Câmara norte-americana.

O Ibovespa virou para na hora do almoço, sustentado principalmente pelos papéis da mineradora Vale. Petrobrás, embora tenha divulgado na sexta-feira um balanço financeiro considerado positivo pelos analistas, serviu de porta de saída dos investidores durante todo o dia, virando apenas no final. Os papéis das siderúrgicas também pesaram negativamente.

O Ibovespa terminou em alta de 0,31%, aos 69.041,73 pontos. No mês, a Bolsa sobe 3,82% e, no ano, 0,66%. O giro financeiro foi o segundo menor de março, de R$ 5,109 bilhões - no dia 1º, somou R$ R$ 5,072 bilhões.

No mercado de juros, as taxas de curto prazo tiveram leves quedas diante das expectativas em torno de um IPCA-15 de março perto do piso das previsões (0,50%). O IBGE divulga o dado hoje. Em fevereiro, o IPCA-15 ficou em 0,94%. O juro projetado para julho de 2010 recuou a 9,10%; e a taxa para janeiro de 2011, a 10,26%.

O dólar quase cumpriu sua sexta sessão seguida de alta, mas acabou fechando em leve baixa de 0,06% no balcão, cotado a R$ 1,80. A segunda-feira foi silenciosa tanto internamente quanto no exterior em meio à ausência de entradas e saídas de recursos significativas e à continuidade das apreensões com a Grécia, uma vez que não houve novidades sobre o problema fiscal do país europeu.

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