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Bolsa sobe 1% no início do pregão, mas sem convicção

O índice Bovespa abriu o pregão de hoje em alta e ganhava 1% a 39.396 pontos, às 11h12.

Agência Estado |

Mas a Bolsa brasileira deve operar de lado nas primeiras horas, refletindo a indefinição sobre a votação no Senado norte-americano do pacote de ajuda às montadoras. Ontem à noite, a Câmara dos EUA aprovou o pacote de US$ 14 bilhões de ajuda ao setor automobilístico, mas a aprovação das medidas no Senado ainda é incerta. Essa dúvida explica a cautela dos investidores nesta manhã.

Embora o foco do mercado de ações brasileiro continue nos EUA, a sinalização dada ontem no comunicado do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre um possível corte da taxa básica de juro (Selic) em janeiro é vista como positiva, principalmente para as empresas voltadas para o consumo doméstico, segundo a analista da Mercatto Investimentos, Daniella Marques. Mas, segundo ela, como a Bolsa já teve, especialmente ontem, uma recuperação levando em conta a expectativa de redução de juros o ajuste positivo hoje tende a ser menor.

O Copom manteve estável ontem, em 13,75% ao ano, a taxa básica de juro, enquanto no exterior mais três países - Coréia do Sul, Taiwan e Suíça - cortaram hoje a taxa de juros para fazer frente à desaceleração da atividade econômica.

Nos últimos pregões, o Ibovespa conseguiu uma boa recuperação. Com a alta de 2,73% ontem, subiu para 6,5% o ganho acumulado no mês. No ano, a perda é de 38,9%. Essa melhora se deve ao ingresso, ainda que gradual, de capital externo.

No dia 8, quando a Bolsa disparou 8,31%, 38.284,91 pontos, houve uma entrada forte, de R$ 874,321 milhões em capital externo, impulsionada pela notícia de que o presidente eleito dos EUA, Barack Obama, pretende lançar um megapacote de investimentos em infra-estrutura para tirar o país da crise.

O vencimento de opções sobre ações e de índice futuro na próxima semana aumenta o potencial de volatilidade nos negócios. Ontem, os preços das opções dispararam e em alguns vencimentos subiram 450%, caso da Vale PNA com preço de exercício de R$ 28,00.

A continuidade do processo de recuperação de preço das matérias-primas (commodities) deve manter a trajetória ascendente das ações ligadas ao setor. O petróleo, que ontem fechou em alta de 3,45%, na faixa US$ 43,50 o barril na Bolsa Mercantil de Nova York (Nymex), mantém a trajetória de alta hoje e era negociado acima de US$ 45, valorização de 4,6%. O mercado se prepara para a possibilidade de oferta mais apertada depois do encontro da Opep na próxima semana, segundo corretores e analistas. Embora as previsões indiquem queda da demanda em 2009, boa parte dessa expectativa foi embutida nos preços. As ações preferenciais da Petrobras subiam 2,42% neste início de pregão na Bovespa; as ordinárias ganhavam 2,59%. Vale PNA registrava valorização de 0,87%.

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