O fechamento do plano de ajuda financeira à Grécia, cujos detalhes foram anunciados no final de semana, não foi suficiente para alavancar os negócios na Bolsa paulista nesta segunda-feira. O Ibovespa opera em queda, pressionado para baixo por papéis de empresas siderúrgicas.

O fechamento do plano de ajuda financeira à Grécia, cujos detalhes foram anunciados no final de semana, não foi suficiente para alavancar os negócios na Bolsa paulista nesta segunda-feira. O Ibovespa opera em queda, pressionado para baixo por papéis de empresas siderúrgicas. Às 11h57, o principal índice da Bolsa paulista registrava desvalorização de 0,23%, aos 71.255 pontos, após ter alcançado a mínima de 71.128 pontos (-0,40%) e a máxima de 71.607 pontos(+0,27%). No mesmo momento, Dow Jones subia 0,22% e S&P avançava 0,27%. A expectativa em torno do início de nova temporada de balanços nos Estados Unidos, que começa com a divulgação de dados financeiros da Alcoa, pode estar contribuindo para a volatilidade de hoje, avalia a chefe de análise Spinelli Corretora, Kelly Trentin. Investidores esperam ainda nova rodada de indicadores econômicos, que serão divulgados esta semana no País e também na China. A perda de força de papéis de grande peso no Ibovespa, como Petrobras e Vale também contribui para manter o índice de lado. "Vale subiu bem nos últimos dias e agora começa a dar sinais de esgotamento", afirma um operador. Sobre Petrobras, ainda pesa a questão da capitalização da empresa, explica. Em dia de novo avanço no preço do Petroleo, Petrobras PN recua 0,06% e ON cede 0,43%. Hoje o presidente da estatal, José Sergio Gabrielli, reforçou que a empresa mantém o final do primeiro semestre como prazo para a capitalização, mas demonstrou preocupação com o ritmo das discussões no Congresso. Vale PNA registra desvalorização de 0,16% e Vale ON sobe 0,39%. As siderúrgicas caem em bloco com Gerdau PN (-0,67%), Gerdau Metalúrgica (-0,74%), CSN (-0,59%) e Usiminas PNA (-1,41%). "As siderúrgicas padecem da mesma enfermidade que a Vale", afirma um operador, lembrando que tanto Gerdau como CSN e Usiminas acumulam altas expressivas no ano. Figuram na lista de maiores baixas do índice Fibria (-1,59%), Brasil Foods (-1,54%), Ultrapar PN (-1,28%) e Redecard (-1,54%). OGX recua 0,75, apesar da notícia de que fez novas descobertas de hidrocarbonetos em águas rasas da parte sul da Bacia de Campos. Embraer, que divulgou na sexta-feira o balanço das entregas do primeiro trimestre, cai 0,57%. A empresa encerrou março com 41 jatos entregues, apenas um a mais que o registrado em igual período de 2009. A carteira de pedidos firmes (backlog), por sua vez, caiu 3,6% ante o trimestre anterior, para US$ 16 bilhões. <b>OSX</b> A OSX recua 4,55%. A oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de ações da OSX Brasil teve adesão majoritária de estrangeiros. A oferta movimentou R$ 2.450.400.000,00 de acordo com o anúncio de encerramento, ao preço de R$ 800 por ação. O lote suplementar, de 459.450 ações, não foi exercido, tampouco o lote adicional. <b>Lojas Renner</b> Entre a lista de maiores altas destaque para Lojas Renner, que sobe 2,03%. Hoje o UBS reiterou a recomendação de compra para o papel e reajustou o preço-alvo para R$ 53,00, ante R$ 49,50 da projeção anterior. Em relatório, o UBS destaca que revisou suas estimativas para a empresa e explica que o novo modelo reflete o aumento da possibilidade de ganhos de margem no longo prazo. A expectativa de melhora está baseada nos esforços da companhia, com iniciativas na área de logística e segmentação de clientes. <b>Dividendos</b> Pão de Açúcar sobe 0,58%. A empresa discute no próximo dia 29, em assembleia, o pagamento de dividendos no valor bruto de R$ 0,357930277 por ação ordinária e R$ 0,393723302 por preferencial de Classe A (PNA), descontado o valor dos dividendos antecipados já distribuídos. Totvs avança 0,14%. A empresa de software e serviços de TI pagará no dia 14 de abril dividendos referentes ao exercício de 2009 no valor de R$ 1,5921 por ação, perfazendo o total de aproximadamente R$ 49,59 milhões. <b>Log-in</b> A Log-In Logística registra valorização de 1,50% após anúncio de que recebeu do Fundo de Marinha Mercante (FMM) R$ 3,510 milhões, durante o primeiro trimestre deste ano, a título de resgate de suas contas vinculadas do Adicional de Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM). De acordo com a companhia, a geração de créditos de AFRMM decorre das operações de Navegação Costeira da Log-In, conforme regulação do setor, e os valores gerados são revertidos à empresa por meio do depósito em contas vinculadas, devendo ser empregados na construção, aquisição, reparo ou modernização de embarcações em estaleiro brasileiro. Também são destaques de alta Cosan (+3,46%), MMX (+2,08%), LLX (+1,53%) e Net (+1,23%).
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