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Bolsa segue NY e sobe, apesar de queda da Petrobras

Apesar de um relatório ruim sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos em novembro, quando a perda de vagas superou as previsões mais negativas, as bolsas acabaram fechando em alta, tanto em Nova York quanto aqui. As ações do setor financeiro norte-americano puxaram as compras por lá e a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) acabou acompanhando os ganhos, mas à distância, já que as perdas em Petrobras e Vale seguraram o acelerador.

Agência Estado |

No fim dos negócios, o índice Bovespa terminou em alta de 0,63%, a 35.347,39 pontos. Na mínima, atingiu 34.013 pontos (-3,17%) e, na máxima, foi a 35.435 pontos (+0,87%). Na semana e no mês, acumula perdas de 3,41% e, no ano, de 44,67%. O volume financeiro totalizou R$ 3,582 bilhões. Nos Estados Unidos, os índices de ações norte-americanos subiam cerca de 3%, após o fechamento aqui, caminhando para um dia de ganhos por lá.

A recuperação das ações do setor financeiro em Wall Street influenciou os papéis dos bancos no Brasil, ajudando na melhora do índice geral. A maior alta foi registrada pelos papéis ordinários (ON) do Banco do Brasil, com quase 8% de elevação (+7,88%), enquanto os preferenciais (PN) do Itaú subiu 1%, Unibanco unit, 2,27%, e Bradesco PN, +1,33%.

Nos Estados Unidos, os acionistas do Bank of America (BofA) e do Merrill Lynch aprovaram hoje a compra do banco de investimentos pelo BofA por estimados US$ 16,5 bilhões, pondo fim à história de 94 anos do Merrill como uma companhia independente. O antigo banco de investimento aceitou ser vendido ao Bank of America em setembro, quando estava à beira de um colapso.

A alta dos papéis do setor bancário, entretanto, foi contida por Vale, siderúrgicas e Petrobras, que recuaram diante dos sinais cada vez mais inequívocos de que a recessão global será grave.

Hoje, o Departamento do Trabalho norte-americano informou que foram fechados 533 mil postos de trabalho no mês passado, acima das previsões de 350 mil vagas. Foi o 11º mês seguido de retração na oferta de emprego nos EUA, no maior volume de cortes desde dezembro de 1974. Apenas de setembro a novembro, 1,2 milhão de vagas desapareceu do mercado de trabalho norte-americano, sendo que desde que a recessão começou, há 11 meses, mais de 1,9 milhão de vagas de empregos foram eliminadas. A taxa de desemprego, por sua vez, subiu para 6,7% em novembro e é a maior desde outubro de 1993.

Diante do fato de que o ritmo está diminuindo, segue-se a realidade de menor volume de compras de matérias-primas (commodities), causa da queda de Vale, Petrobras e siderúrgicas. As mineradoras e as fabricantes de aço também recuam com os sucessivos anúncios de ajustes na produção, para baixo, e corte de vagas. As ações ON da Vale perderam 2,24% e PN classe A (PNA) cederam 2,09%. CSN ON fechou em baixa de 2,88%, Gerdau PN recuou 0,07% e Usiminas PNA caiu 1,77%.

Já o petróleo segue trajetória de queda acentuada que é praticamente impossível crer que há pouco tempo os preços beiravam os US$ 150 o barril. Hoje, o contrato do barril para janeiro recuou 6,55%, para US$ 40,81 o barril, no menor valor desde dezembro de 2004. Com isso, as ações ON e PN da fecharam em baixa de 1,33% e 2,37%, respectivamente.

Agenda

Para a próxima semana, a agenda mais leve pode favorecer uma recuperação dos ativos, ainda mais com a sucessão de pacotes dos governos ao redor do mundo para por fim à crise. Um dos destaques da agenda nos EUA é o índice de preços ao produtor (PPI, na sigla em inglês), na sexta-feira (dia 12).

Do lado doméstico, a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), que deve ser anunciada na quarta-feira (dia 10), deve ser observada com mais atenção pela Bovespa.

Como o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de novembro ficou abaixo das projeções dos analistas - 0,36% ante 0,45% no piso das estimativas - foi um indício de retração da atividade doméstica. Depois dos dados da indústria esta semana, só para citar alguns, mostrando arrefecimento, a expectativa em torno de um corte na taxa básica de juros, a Selic, ganhou reforços. Mas grande parte ainda espera apenas para 2009 a redução do juro básico, atualmente em 13,75% ao ano.

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