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Bolsa segue mau humor externo e cai 1,60%

Os investidores iniciam fevereiro dispostos a embolsar parte dos ganhos (4,66%) obtidos no primeiro mês de 2009 na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), tendo como gatilho o pessimismo nas bolsas internacionais e a queda de preço das matérias-primas (commodities). O índice Bovespa registrava baixa de 1,60% a 38.

Agência Estado |

674 pontos, às 11h08, logo após a abertura do pregão.

Em Nova York, o Nasdaq futuro cedia 1,34% e o S&P 500 futuro tinha desvalorização de 1,31%, refletindo o desânimo dos investidores com a falta de perspectivas de melhora do mercado, o que levou o índice Dow Jones e o S&P 500 a terem o pior mês de janeiro de todos os tempos, com perdas superiores a 8%. Em cerca de 75% dos casos, quando o índice S&P 500 termina o mês de janeiro em baixa, o índice também recua no ano, conforme apurou a editora Patricia Lara.

Na Europa, o clima pesado se repete. A Bolsa de Londres operava em baixa de 1,76% às 11h08; Paris cedia 2,51% e Frankfurt caía 2,10%, pressionadas por preocupações com a saúde do setor financeiro, com destaque para os papéis do banco britânico Barclays, que teve seu rating rebaixado, e para o BNP Paribas, que abrirá mão da unidade seguradora do Fortis depois de uma revisão na proposta de aquisição do banco. O noticiário econômico do dia também favorece cautela, com dados mostrando fraqueza no Reino Unido e na zona do euro.

Esta é novamente uma semana de agenda forte, que deve manter em alta a volatilidade nos negócios. A temporada de balanços nos EUA começa a desacelerar, mas esta semana ainda reserva resultados importantes de blue chips como Disney, Kraft Foods e Merck, este último previsto para hoje. No lado macroeconômico, os destaques do dia são o ISM industrial de janeiro e os dados de renda, gastos pessoais e os gastos na construção civil. A semana termina com a divulgação do relatório de vagas de trabalho (payroll) de janeiro nos EUA. Também é esperado para esta semana a aprovação no Senado norte-americano do pacote de estímulo econômico.

No Brasil, a temporada de balanços começa a esquentar este mês. Hoje o Bradesco anunciou lucro líquido de R$ 1,6 bilhão no quarto trimestre de 2008, queda de 26,8% em relação ao terceiro trimestre de 2007. Em 2008, o banco lucrou R$ 7,620 bilhões, queda de 4,9% em relação a 2007. O lucro líquido recorrente, ajustado pelos eventos extraordinários, foi de R$ 1,806 bilhão no quarto trimestre, equivalente a uma queda de 2,6% ante igual intervalo de 2007.

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