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Bolsa segue cena externa e já soma queda de 18,98% neste mês

Valor Online SÃO PAULO - Sem ajuda externa, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) voltou a apontar queda importante nesta jornada, acompanhando desvalorização ainda maior nos Estados Unidos. A volatilidade deu o tom dos negócios e até houve momentos de valorização pela manhã.

Valor Online |

Mas o discurso do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, cristalizou nos investidores a percepção de que a economia está comprometida e que será preciso juros menores para lidar com a situação.

O Ibovespa encerrou em baixa de 4,66%, aos 40.139 pontos. O giro financeiro foi de R$ 5,266 bilhões. O indicador chegou a subir para 43.166 pontos na máxima do dia, mas caiu abaixo dos 40 mil pontos durante a tarde, para uma mínima de 39.582 pontos. No acumulado de outubro, a queda do Ibovespa já é de 18,98%.

Os analistas de renda variável são unânimes em afirmar que a bolsa não vai conseguir se recuperar sozinha e que todo o movimento do dia, inclusive o positivo, esteve amparado em Wall Street. Lá fora, decisões importantes chegaram a animar os investidores pela manhã, mas o discurso de Bernanke foi definitivo para a piora do humor.

Pela manhã os agentes avaliaram a decisão do Federal Reserve de comprar commercial papers (notas promissórias), mecanismo de financiamento de curto prazo que muitas empresas usam para financiar suas operações rotineiras de capital de giro.

Enquanto isso, os países europeus tomaram iniciativa conjunta para enfrentar a crise, o que é visto com bons olhos pelos investidores. O grupo de 27 países integrantes da União Européia (UE) aprovou a proposta de elevar de 20 mil para 50 mil euros o fundo de garantia de depósitos bancários.

Ao mesmo tempo, o mercado acredita que os governos agem com atraso para estancar a crise. Os analistas julgam que a manifestação de Bernanke - de que reavaliará a política monetária tendo em vista a fraqueza da economia dos EUA - é forte, ilumina um cenário verdadeiramente preocupante, mas ao mesmo tempo vem com atraso. A leitura dos agentes é de que isso poderia ter sido feito antes, evitando estragos maiores.

"O consenso a que chegou os mercados é que as atuações dos governos dos EUA e da Europa é tardia e não alcança o tamanho necessário", diz Luís Fernando Lopes, economista-chefe do Pátria Investimentos, lembrando que a crise também já está muito maior do que o pacote de US$ 700 bilhões aprovado pelo congresso norte-americano na semana passada.

Operadores do pregão notam também que o ambiente empresarial no Brasil também é conturbado, com perdas importantes de exportadoras alavancadas em dólar, caso da Sadia e Aracruz, que continuam tendo perdas de dois dígitos no Ibovespa. Há temores de que outras companhias enfrentem o mesmo problema, além daqueles relacionados a aperto de crédito por falta de liquidez.

Entre os ativos de maior peso na carteira, Petrobras PN caiu 5,66%, para R$ 28,30; Vale PNA perdeu 3,66%, para a R$ 26; BM & FBovespa ON teve queda de 0,98%, para R$ 7,03; Bradesco PN se desvalorizou 0,58%, a R$ 25,40; e Vale ON recuou 4,06%, para R$ 29,02.

(Bianca Ribeiro | Valor Online)

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