SÃO PAULO - O otimismo dos investidores com o cenário externo, tendo em vista balanços e indicadores favoráveis divulgados nos Estados Unidos, foi decisivo para o movimento do mercado acionário brasileiro na jornada desta quarta-feira, quando conseguiu retomar os 71 mil pontos. O Ibovespa, que oscilou entre 70.628 e 71.

SÃO PAULO - O otimismo dos investidores com o cenário externo, tendo em vista balanços e indicadores favoráveis divulgados nos Estados Unidos, foi decisivo para o movimento do mercado acionário brasileiro na jornada desta quarta-feira, quando conseguiu retomar os 71 mil pontos. O Ibovespa, que oscilou entre 70.628 e 71.207 pontos, encerrou o dia com valorização de 0,34%, aos 71.034 pontos. O volume financeiro negociado atingiu R$ 11,2 bilhões. O valor foi inflado pelo vencimento do índice futuro, responsável por R$ 845,9 milhões do giro, que trouxe grande instabilidade para os negócios. "O mercado ficou um pouco mais travado em relação aos Estados Unidos por conta do vencimento. A alta poderia ter sido bem mais expressiva sem ele", comentou o operador da SLW Corretora, Marcelo Moura. Em Wall Street, as bolsas subiram pelo quinto dia seguido. O índice Dow Jones apresentou alta de 0,94%, aos 11.123 pontos, enquanto o Nasdaq teve ganhos de 1,58%, aos 2.505 pontos, e o S & P 500 subiu 1,12%, aos 1.211 pontos. Os resultados corporativos divulgados pela Intel e pelo JPMorgan vieram melhores que o projetado, o que estimulou as compras nos mercados. Além disso, indicadores como o de vendas no varejo americano e o discurso feito pelo presidente do Federal Reserve (Fed), Ben Bernanke, também contribuíram para o clima otimista. Ao falar no Congresso americano, Bernanke expressou confiança de que a recuperação econômica vai continuar, mas que não será forte o suficiente para trazer um alívio rápido ao alto desemprego. O dia também foi movimentado no mercado corporativo. As blue chips acompanharam a trajetória do Ibovespa e, favorecidas pelo aumento dos preços das commodities, registraram ganhos. Os papéis PNA da Vale subiram 0,76%, a R$ 51,34, e giraram R$ 1,300 bilhão. Já as ações PN da Petrobras avançaram 0,17%, a R$ 34,25, com volume de R$ 607 milhões. Entre as maiores altas do Ibovespa figuraram os papéis ON da Fibria, com apreciação de 3,11%, a R$ 38,4, Brasil Telecom PN, com ganhos de 2,96%, para R$ 11,81, e TAM PN, com valorização de 2,59%, a R$ 32,42. No setor financeiro, as ações PN do Bradesco, que anunciou a emissão de US$ 250 milhões em"Senior Fixed Rate Notes", por meio da subsidiária internacional, subiram 0,3%, a R$ 33,1. Já os papéis ON do Banco do Brasil recuaram 0,97%, para R$ 30,55. A instituição pretende realizar um aumento de capital de até 286 milhões de novas ações ordinárias. Na ponta vendedora, lideraram as baixas do Ibovespa os papéis PN da Klabin, com queda de 1,76%, para R$ 5,55, seguidos por B2W ON, com recuo de 1,75%, a R$ 37,4, e pelas units da ALL, com desvalorização de 1,71%, a R$ 15,5. Fora do Ibovespa, destaque de alta para os papéis ON da Localiza, que subiram 5,19%, para R$ 19,85. O mercado recebeu bem o balanço trimestral da empresa, que registrou lucro líquido 61,6% maior nos primeiros três meses deste ano, perante igual período de 2009. O ganho foi de R$ 48,8 milhões, ante os R$ 30,2 milhões reportados anteriormente. A agenda de quinta-feira também estará carregada de indicadores, o que poderá trazer novamente volatilidade para as bolsas, na avaliação de Moura, da SLW. (Beatriz Cutait | Valor)
    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.