Depois de ir de um extremo a outro nos últimos dois pregões, a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) aponta para um dia mais tranquilo hoje, mas ainda marcado pela volatilidade, de olho no mercado exterior. No início do pregão, o índice Bovespa (Ibovespa) abriu em baixa de 0,01%, passou a subir até 0,11% mas, às 11h08, cedia 0,07%, aos 63.

677 pontos. Esse último pregão de outubro antecede um final de semana prolongado no Brasil, por conta do feriado de segunda-feira (Finados), e a semana que vem reserva uma bateria de indicadores importantes nos Estados Unidos e balanços.

Segundo analistas, uma pequena realização de lucros hoje seria até natural depois da alta de ontem. O Ibovespa fechou com ganhos de 5,91%, voltando a ficar positivo em outubro (+3,58%), aos 63.720 pontos. A avaliação dos especialistas é de que o Ibovespa deve testar a resistência dos 64 mil/65 mil pontos, assim como o Dow Jones deve continuar rondando os 10 mil pontos.

O que pode imprimir um ritmo mais firme aos negócios hoje é dado do sentimento do consumidor medido pela Universidade de Michigan e o índice ISM de atividade dos gerentes de compras de Chicago, ambos de outubro, que saem às 11h45. Os investidores devem olhar ainda o balanço trimestral da Chevron, a segunda maior companhia de petróleo dos EUA.

O sinal negativo das matérias-primas (commodities), onde persistem as dúvidas quanto a sustentabilidade da recuperação da economia norte-americana, funciona como um inibidor para os papéis de empresas ligadas ao setor, como Vale e Petrobras, que ontem dispararam, reavendo as perdas da véspera. Hoje, os metais básicos em Londres devolvem os ganhos registrados ontem diante da incerteza quanto ao apetite dos investidores por ativos considerados mais arriscados. O petróleo é negociado em baixa, cotado na casa dos US$ 79 o barril, com os investidores relutantes em iniciar um novo rali na commodity.

Ao mesmo tempo em que acompanham o mercado externo, os investidores não desviam as atenções do fluxo financeiro. Mesmo com a arrancada de ontem, o Ibovespa ainda não se recuperou totalmente da perda desde que a cobrança do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) começou a vigorar, no dia 20. Na primeira semana do IOF, até o dia 27, a Bovespa caiu 6,06% e teve uma retirada de R$ 2,934 bilhões de capital estrangeiro. No dia 19, antes da taxação, o Ibovespa havia cravado a máxima do ano, 67.239 pontos, e no dia seguinte, desceu para 65.485 pontos.

As ações da Embraer devem se ajustar ao balanço divulgado ontem à noite. A companhia saiu de prejuízo para lucro de R$ 221,9 mi no terceiro trimestre ante igual período do ano passado. Considerando o padrão contábil norte-americano (US Gaap), o lucro líquido da Embraer atingiu US$ 57,7 milhões no terceiro trimestre do ano, com uma margem líquida de 4,6%.

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