De olho na situação fiscal da Grécia, que voltou ao radar após rumores de que o país pode recorrer ao FMI até o início de abril, a bolsa tenta firmar uma tendência após trocar de sinal várias vezes nas primeiras horas do pregão. Às 11h37, o Ibovespa registrava queda de 0,13%, a 69.

633 pontos, com volume de R$ 1,31 bilhão e projeção de R$ 5,47 bilhões para o fechamento. No mesmo horário, o S&P 500 recuava 0,15% em Nova York.

De acordo com um operador, o Ibovespa tem encontrado uma resistência forte no patamar de 70 mil pontos, quando ocorre muita troca de posições entre os investidores. "Quem acredita que a partir desse ponto a bolsa não tem muito upside acaba vendendo e indo para a renda fixa", afirma.

O principal destaque é o setor de construção, que lidera as altas do índice com MRV (+3,31%), Cyrela (+3,10%) e Rossi (+2,08%). As ações se beneficiam da decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom), que ontem à noite decidiu manter a taxa básica de juros (Selic) em 8,75%, segundo o analista da Empirucus Research, Felipe Miranda. Papéis de outros setores sensíveis às decisões de política monetária, como as empresas ligadas ao consumo, também sobem.

As blue chips Petrobras e Vale também oscilavam. A petroleira recuava 0,19% e a mineradora subia 0,01%. As ações dos bancos registram queda - Itaú Unibanco PN cai 0,80%, Bradesco PN registra baixa de 0,72% e Banco do Brasil, de 0,47%.

A exceção é Santander, cujas units sobem 1,54% após o anúncio da entrada no credenciamento de estabelecimentos comerciais para as bandeiras de cartões de crédito e débito. O banco espanhol oferecerá ao lojista uma conta corrente integrada com o recebimento do dinheiro movimentado nas transações com cartões de crédito e débito. As concorrentes Cielo (+1,56%) e Redecard (+1,14%) também sobem.

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