A Bovespa opera em alta nesta segunda-feira, refletindo o bom humor do mercado, após o anúncio do pacote de resgate de 750 bilhões de euros que pretende estabilizar a moeda única europeia e evitar que a crise de dívida da Grécia se espalhe para outros países da zona do euro. OGX, MVR e BM&F puxam as altas.

A Bovespa opera em alta nesta segunda-feira, refletindo o bom humor do mercado, após o anúncio do pacote de resgate de 750 bilhões de euros que pretende estabilizar a moeda única europeia e evitar que a crise de dívida da Grécia se espalhe para outros países da zona do euro. OGX, MVR e BM&F puxam as altas. Às 11h57, o principal índice da Bolsa paulista registrava valorização de 3,81%, aos 65.257 pontos. Na máxima alcançou 66.083 pontos (+5,11%). No mesmo horário, o Dow Jones subia 3,46% e S&P 500 registrava alta de 3,86%. O analista de investimentos da SLW Pedro Galdi lembra que a bolsa sobe acompanhando o mercado internacional, além da valorização das commodities e do petróleo. "Os investidores, principalmente os estrangeiros, estão voltando com a melhora do cenário internacional", afirma. As principais altas, avalia, são de ajustes técnicos. Outro operador lembra que o investidor hoje não consegue ver outra coisa senão o cenário macroeconômico. Petrobras PN subia 2,15% e ON apresentava alta de 1,90%, em dia de valorização da cotação do petróleo na Nymex eletrônica. O preço do insumo avançava mais de 1% para a faixa de US$ 76,00 o barril. OGX subia 8,73%, liderando as maiores altas do Ibovespa. Vale PNA avançava 4,63% e ON registrava ganhos de 4,49%. Os metais básicos se recuperam junto com o euro e os mercados de ações internacionais, impulsionados pelo pacote de resgate de 750 bilhões de euros contra crises na zona do euro. No geral, os metais operam com altas de 2% a 3% em relação ao fechamento de sexta-feira. As siderúrgicas acompanham o movimento com Gerdau (+3,75%), Gerdau Metalúrgica (+2,85%), CSN (+4,39%) e Usiminas (+4,99%), esta última entre as maiores altas do Ibovespa. <b>MRV</b> A MRV Engenharia figurava na lista de maiores altas do Ibovespa, com alta de 7,53%. Analistas da XP Investimentos lembram que as ações da empresa não reagiram suficientemente bem na sexta-feira, após divulgação de um balanço bom, e acreditam que hoje tiram o atraso. "É um ativo com bons resultados e boas perspectivas", destacam. A BM&FBovespa subia 7,26% e também figurava na lista de maiores altas do Ibovespa. Galdi, da SLW, acredita que além de correção técnica, que o movimento reflete recomendação positiva de bancos estrangeiros para o papel. Ele lembra, no entanto, que no ano o papel acumula queda de mais de 8% no ano. Também compõem a lista de maiores altas Ibovespa Fibria ON (+6,29%), Brasil Ecodiesel (+6,06%), LLX (+5,59%) e PDG (+5,42%). <b>Balanços</b> As empresas que divulgaram balanço financeiro entre a noite de sexta-feira e a manhã de hoje reagiam em alta, se beneficiando do bom humor do mercado. O frigorífico Minerva registrava alta de 3,68%, após ter divulgado prejuízo líquido de R$ 23,2 milhões no primeiro trimestre deste ano, contra lucro líquido de R$ 1 milhão em igual período de 2009. De acordo com a companhia, o fraco resultado decorre, principalmente, dos efeitos não caixa da variação cambial - uma vez que ao final do último mês de março 75,4% dos empréstimos da empresa estavam indexados em moedas estrangeiras - e do processo de alongamento do perfil da dívida. Hypermarcas avançava 8,81%. A empresa anunciou lucro líquido de R$ 62,1 milhões no primeiro trimestre deste ano, com queda de 18,7% ante igual período de 2009. Já a geração de caixa medida pelo Ebitda cresceu 75,1%, para R$ 178,8 milhões. A companhia ainda não incorporou nos resultados as recentes aquisições realizadas, das empresas Sapeka, Luper, Sanifill e York. As ações da Duratex subiam 4,35%. A empresa registrou lucro líquido de R$ 80,627 milhões no primeiro trimestre de 2010, maior 51,2% em relação aos R$ 53,327 milhões do primeiro trimestre de 2009 - dados estes pro forma, para efeito de comparação, já que a companhia fez associação com a Satipel em agosto de 2009. As ações da Marisa subiam 4,78%, quando a Bovespa suspendeu os negócios do papel e exigiu maiores esclarecimentos sobre a distribuição de dividendos aprovados na reunião do conselho de administração da última sexta-feira. O conselho de administração da Marisa aprovou na sexta-feira, o pagamento de dividendos de R$ 25,0 milhões, correspondentes a R$ 0,135463741 por ação. Em um primeiro comunicado, as ações ficavam ex-dividendos hoje, mas depois a empresa mudou o prazo para amanhã (11/05). O pagamento será feito em 1º de junho, com base na posição acionária de 7 de maio. Hoje empresa divulgou seu balanço e reportou lucro líquido consolidado de R$ 27,130 milhões no primeiro trimestre de 2010, revertendo o prejuízo de R$ 9,771 milhões registrado no mesmo período de 2009. O Ebitda (lucro líquido antes de juros, impostos, depreciação e amortizações) dos três primeiros meses do ano foi de R$ 58,7 milhões, com alta de 443,5% ante os R$ 10,8 milhões reportados no primeiro trimestre de 2009. Na lista de maiores baixas figuravam apenas Telesp PN, com queda de 0,79% e Souza Cruz, com recuo de 0,38%.

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