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Bolsa ignora BC, segue NY e fecha em baixa de 1,68%

O mau humor externo não deu espaço para a Bovespa comemorar o corte de 1 ponto porcentual na taxa Selic, anunciado ontem à noite pelo Banco Central. O balanço ruim e a notícia de demissões na Microsoft, os dados fracos de pedidos de auxílio-desemprego e de construção de casas nos EUA e os estoques acima do esperado do petróleo empurraram os índices acionários para baixo.

Agência Estado |

A Bovespa terminou a sessão em queda de 1,68%, aos 37.894,33 pontos. Na mínima, tocou os 37.255 pontos (-3,34%) e, na máxima, os 38.845 pontos (+0,78%). No mês, acumula alta de 0,92%. O giro financeiro totalizou R$ 3,589 bilhões.

O setor tecnológico foi destaque de baixa nos Estados Unidos por conta do balanço da Microsoft, que anunciou queda de 11% no lucro líquido do segundo trimestre fiscal (encerrado em 31 de dezembro) ante o mesmo período do ano anterior. A empresa também comunicou corte de até cinco mil vagas nos próximos 18 meses, em setores como pesquisa e desenvolvimento, vendas, finanças, jurídico, recursos humanos e tecnologia da informação. Às 18h18 (de Brasília), as ações da Microsoft recuavam 11,35%.

Os investidores tinham o balanço da Apple (alta de 1,9% no lucro líquido do quarto trimestre, seu primeiro trimestre fiscal) para contrabalançar o impacto ruim da Microsoft, mas aí os números da Nokia desequilibraram a balança. A maior fabricante de celulares do mundo anunciou queda de 69% no lucro líquido do quarto trimestre de 2008.

Nas Bolsas de Nova York, às 18h18 (de Brasília), o índice Dow Jones recuava 2,29%, o S&P cedia 2,46% e o Nasdaq caía 3,23%. Mas as ações refletiam não só os balanços fracos como também os indicadores ruins que saíram hoje. Os pedidos de auxílio-desemprego nos EUA subiram em 62 mil na semana passada, ante previsão de aumento de 26 mil, enquanto as construções de residências iniciadas nos EUA caíram 15,5% em dezembro (sexta queda consecutiva), ante previsão de declínio de 4%.

Os estoques de petróleo e derivados, por fim, subiram 6,1 milhões de barris na semana encerrada em 16 de janeiro. Os estoques de gasolina cresceram 6,475 milhões de barris e os estoques de destilados aumentaram 790 mil barris, indicando a retração na demanda por conta da desaceleração mundial.

Os preços do petróleo despencaram após o anúncio dos estoques e levaram a Petrobras a bater nas mínimas cotações do dia. No final, entretanto, ambos fecharam longe do piso de preços da sessão. O petróleo, inclusive, acabou subindo. O contrato para entrega em março negociado na Bolsa Mercantil de Nova York terminou em alta de 0,28%, a US$ 43,67 por barril.

As ações da Petrobras recuaram 2,41% as ON e 2,56% as PN, garantindo grande parte da perdas do Ibovespa. Na última hora da sessão, com a diminuição da baixa em Wall Street, os papéis da estatal acompanharam e deram um pouco de trégua ao índice.

Hoje, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que os investimentos da Petrobras "são mais importantes do que os de qualquer outra empresa" e que é importante que todo o plano estratégico de investimentos da estatal seja concretizado.

Vale teve um comportamento menos ruim do que o da Petrobras. A ação ON subiu 0,14% e a PNA recuou 0,46%. A mineradora propôs hoje aos sindicatos de Minas Gerais e Mato Grosso do Sul a concessão de licença remunerada aos trabalhadores, sem a suspensão do contrato de trabalho.

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