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Bolsa: Ibovespa perde os 65 mil pontos em dia de queda generalizada

A Bovespa opera em queda nesta terça-feira, influenciada por notícias internacionais e pelo comportamento das bolsas norte-americanas. Petrobras, Vale, siderúrgicas e setor financeiro puxam as baixas.

AE |

A Bovespa opera em queda nesta terça-feira, influenciada por notícias internacionais e pelo comportamento das bolsas norte-americanas. Petrobras, Vale, siderúrgicas e setor financeiro puxam as baixas. Às 12h04, o principal índice da Bolsa paulista registrava desvalorização de 3,53%, aos 64.747 pontos, na mínima. No mesmo horário, o Dow Jones recuava 2,34% e S&P 500 registrava queda de 2,60%. O tom negativo do pregão foi dado logo cedo, com a divulgação do ¿?ndice de Gerentes de Compra (PMI, na sigla em inglês) da China, um termômetro da atividade manufatureira nacional, que chegou em abril à mínima de seis meses, de 55,4. "O indicador abaixo do esperado pressiona as commodities e com ela a Bolsa paulista", explica a chefe de análise da Spinelli Corretora, Kelly Trenti, lembrando que o comportamento da China afeta em cheio o Brasil. A queda das bolsas americanas, com o temor de uma crise na zona do euro e o receio de que outros países além da Grécia, como Portugal e Espanha, precisem de empréstimo também pesa hoje. "Nos últimos dias a Bovespa andou descolada de Nova York, mas em um dia como hoje, em que predominam as notícias negativas, estamos caindo mais que Wall Street", lembra um operador. Petrobras A mudança nas condições da capitalização da Petrobras, que agora pretende fazer uma oferta pública de ações em vez de uma operação privada - destinada apenas aos acionistas - continua pressionando os papéis da estatal. As PN recuavam 4,19%, enquanto as ON cediam 3,84%. Depois do rebaixamento do JP Morgan ontem, hoje foi a vez do UBS. A instituição rebaixou a recomendação para as ações da empresa de compra para neutra. Analistas do banco atribuíram a mudança do rating ao gasto maior da companhia com baixos retornos, já que a petroleira "desenvolve a cadeia de fornecimento local e investe em áreas secundárias". A cotação do petróleo, em queda de mais de 3% na Nymex eletrônica, para a casa dos US$ 83,00 o barril, também contribui para o peso dos papéis. Vale Hoje os metais básicos operam em baixa na London Metal Exchange (LME), pressionados por uma leitura abaixo da esperada para o índice dos gerentes de compra (PMI, na sigla em inglês) da China e por preocupações de que o país asiático aperte ainda mais sua política monetária. Vale acompanha com queda de 3,31% nas ações preferenciais e de 3,15% nas ordinárias. As siderúrgicas também caem com Gerdau (-3,69%), Gerdau Metalúrgica (-3,45%), Usiminas (-2,61%) e CSN (-4,46%). Esta última, que divulga balanço na quinta-feira após o fechamento do mercado, teve suas ações rebaixadas ontem pelo JP Morgan. A instituição rebaixou a recomendação para os papéis da siderúrgica de "neutral" para "underweight". Em relatório divulgado hoje, a instituição destaca que o rebaixamento é resultado de uma combinação de fatores, entre eles o atraso na expansão da mina Casa de Pedra e o aumento da percepção de risco relacionado à estratégia de diversificação da siderúrgica. Balanços O cenário negativo do mercado hoje ofuscou os resultados do primeiro trimestre divulgados nesta manhã. Foi o caso de Itaú Unibanco, que recua 3,10%. O banco reportou lucro líquido de R$ 3,234 bilhões no primeiro trimestre de 2010, com expansão de 60,5% em relação a igual período do ano passado e 8,1% acima da projeção dos analistas. Gafisa recua 2,10%. Hoje a empresa divulgou lucro de R$ 64,8 milhões no primeiro trimestre deste ano, o que representa alta de 76,5% sobre igual intervalo de 2009. Porto Seguro recua 1,72%, após ter anunciado lucro líquido de R$ 130,924 milhões, um crescimento de 88,8% sobre o mesmo período de 2009. TIM PN recuava 3,49%. A empresa reportou lucro de R$ 30 milhões, revertendo o prejuízo de R$ 165,2 milhões registrado no mesmo período do ano passado. A receita líquida de serviços atingiu R$ 3,146 bilhões, 5,39% acima do apurado nos três primeiros meses de 2009. PDG As ações da PDG, que chegaram a liderar as altas no início da manhã após ter anunciado a compra da Agre, não aguentaram o mau humor do mercado. Há instantes, os papéis da empresa cediam 0,97%. Agre, por sua vez, recuava 2,13%. O negócio criará a maior incorporadora imobiliária do País. Somadas, as duas empresas têm vendas anuais de R$ 4,2 bilhões, patrimônio de R$ 4,8 bilhões e lançamentos de R$ 7 bilhões previstos para este ano. Em valor de mercado PDG e a Agre valem juntas, R$ 8,8 bilhões. O negócio foi fechado em apenas 15 dias. Não houve pagamento em dinheiro, apenas troca de ações. Redecard operava estável em dia de melhora na recomendação dos seus papéis pelo JP Morgan. A instituição elevou a recomendação para os papéis da empresa de venda para neutra. Cielo, chegou a acompanhar, mas não resistiu à venda generalizada do mercado e há pouco caía 2,35%.

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