O Ibovespa opera em baixa, seguindo a direção dada por Wall Street, puxado pelas blue chips e empresas de construção civil. Às 11h53, o principal índice da Bolsa paulista registrava desvalorização de 0,39%, aos 70.

O Ibovespa opera em baixa, seguindo a direção dada por Wall Street, puxado pelas blue chips e empresas de construção civil. Às 11h53, o principal índice da Bolsa paulista registrava desvalorização de 0,39%, aos 70.817 pontos, após ter alcançado a máxima de 71.186 pontos (+0,13%) e a mínima de 70.751 pontos (-0,49%). No mesmo momento, o Dow Jones recuava 0,57% e o S&P cedia 0,46%. Além da continuidade das dúvidas em relação à Grécia e Europa como um todo, o ajuste negativo de hoje também reflete o temor de uma aperto monetário na China. "O mercado tem tudo para registrar uma nova realização, mas mais forte que ontem", avalia o gestor de renda variável da Máxima Asset Management, Felipe Casotti. Operadores lembram ainda que o comportamento dos mercados deve sofrer influência do discursos do presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, previsto para o início da tarde. O analista de investimentos da SLW, Pedro Galdi, destaca que, com o peso das notícias internacionais sobre as bolsas, investidores estão fazendo ajustes em suas carteiras, migrando das ações de empresas da área de commodities (petróleo, mineração e siderurgia) para papéis do setor de consumo. "Estamos vendo uma saída dos papéis que tiveram maiores valorizações nos últimos dias para outros que estão atrasados e que portanto ainda têm potencial de alta", explica. Em dia de queda no Ibovespa, Rossi (-2,38) e PDG (-2,21%) se revezam na liderança das maiores perdas do Ibovespa. MRV também aparece no grupo, com queda de 1,64%. JBS Friboi registrava queda de 0,89% após dar detalhes da sua oferta primária de ações. A operação colocará no mercado 200 milhões de ações, com possibilidade de ser elevada em mais 70 milhões de papéis dos lotes suplementar e adicional, caso haja demanda. O período de reserva da operação no varejo vai de 14 a 27 de abril. Petrobras PN recuava 0,58% e ON cedia 0,59%, enquanto o preço do petróleo na Nymex eletrônica recuava 0,85%, mas se mantinha acima dos US$ 86,00 por barril. OGX acompanhava com queda de 0,17%. Vale PNA registra desvalorização de 0,14%, enquanto a ON sobe 0,16%. As siderúrgicas caíam em bloco com Gerdau Metalúrgica (-1,29%), Gerdau (-0,77%), CSN (-1,26%) e Usiminas PNA (-0,79%). Após subir no início da manhã, as ações da Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) operava estável há instantes após anuncio de uma nova emissão de debêntures no valor total de R$ 900 milhões em duas séries. A remuneração dos papéis será definida após encerramento do procedimento de coleta de intenções de investimento (bookbuilding) que começa no dia 15 e vai até 19 de abril. <b>Capitalização</b> Eletrobras PNB avançava 0,22% e a ação ON cedia 0,39%. Ontem a diretoria da estatal negou que esteja discutindo a capitalização da companhia por meio de emissão de ações. Segundo o gerente de Relações com Investidores da estatal, Arlindo Castanheira, a empresa não trabalha com a capitalização porque o preço da ação da companhia, hoje, está abaixo do seu valor patrimonial. Na segunda-feira, o secretário do Tesouro, Arno Augustin, afirmou à Agência Estado que a capitalização da estatal deveria ocorrer ainda este ano. Net PN registrava desvalorização de 0,70%. Em relatório divulgado hoje o UBS informa que iniciou cobertura dos papéis da empresa com recomendação neutra. Segundo o documento há muito espaço para a empresa crescer no Brasil, mas destaca que a expansão exige investimentos pesados e que o retorno de novos aportes não é garantido. Na lista de maiores altas figuram Pão de Açúcar PNA (+2,33%), CCR (+1,40%), Gol (+1,35%), Klabin (+1,29%) e Lojas Renner (+1,27%).
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