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Bolsa fecha o dia em queda e tem pior mês desde 1998

As altas em Wall Street na última sessão deste mês não foram suficientes para impedir um movimento de realização de lucros nos negócios locais e garantirem mais um fechamento positivo da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) hoje. Ao fim dos negócios, o índice Bovespa caiu 0,51%, a 37.

Agência Estado |

256,84 pontos, após ganho superior a 27% nas três sessões anteriores. O volume financeiro somou R$ 4,773 bilhões.

A Bolsa brasileira chegou a registrar alta com a ampliação dos avanços em Nova York, mas quando os índices acionários americanos perderam o fôlego e desaceleraram os ganhos, o Ibovespa passou a mostrar oscilação e, conforme os pregões nos Estados Unidos afastavam-se das máximas do dia, o índice local firmava-se no território negativo. Assim, o Ibovespa encerrou o dia em queda, tendo oscilando entre 35.858 pontos na mínima (-4,25%) e 37.945 pontos na máxima (+1,33%). Na semana, o índice brasileiro contabilizou uma valorização de 18,34% - a maior alta semanal desde o período encerrado em 18 de setembro de 1998, quando acumulou alta de 24,29%, conforme dados da Economática. Isso, contudo, não impediu que a Bolsa brasileira tivesse em outubro o pior desempenho mensal desde agosto de 1998, registrando uma queda de 24,80%. Naquela ocasião, o Ibovespa caiu 39,55%. No ano até outubro, as perdas alcançam 41,68%.

Após uma manhã mais fraca, com as ações brasileiras sob efeito de realização de lucros e o Ibovespa também pressionado pela queda dos papéis da Vale, em meio a notícias sobre corte na produção da mineradora, o viés mudou com a ampliação dos ganhos em Nova York. O pregão local inverteu a trajetória de baixa, renovou máximas e, por pouco, não garantiu a quarta alta seguida - que seria um número importante, considerando que, no mês, o Ibovespa havia encerrado no azul em apenas sete sessões até ontem. Tal resultado não foi alcançado justamente porque as Bolsas nos EUA desaceleraram o avanço.

No fechamento, o índice Dow Jones registrou elevação de 1,57%, a 9.325,01 pontos - na máxima chegou a 9.454,36 pontos (+2,98%). Na semana, acumulou ganho de 11,3%, a melhor semana desde outubro de 1974, mas no mês caiu 14% - o pior desempenho desde agosto de 1998. O S&P-500 subiu 1,54%, a 968,75 pontos hoje e o Nasdaq Composite aumentou 1,32%, a 1.720,95 pontos.

Hoje, indicadores econômicos nos Estados Unidos mostraram queda maior na confiança dos consumidores americanos e o índice de atividade industrial dos gerentes de compra de Chicago também recuou. Os índices acionários, contudo, encontraram suporte, principalmente, no desempenho positivo das ações do setor financeiro.

Ações

No mercado acionário doméstico, além de um claro movimento de vendas para embolsar os lucros recentes, também pesou o recuo dos preços das matérias-primas (commodities) - embora o petróleo tenha invertido as perdas da manhã e encerrado em alta de 2,8%, a US$ 67,81 o barril em Nova York. Contudo, metais e alguns itens agrícolas recuaram. Nesse contexto, vale citar que o banco suíço UBS reduziu suas previsões para os preços das commodities em 2009 em 37% em média, em linha com o corte das estimativas para o crescimento global para 1,3%, ante a projeção anterior de 2,2%. Ainda, revisou a previsão para o preço do minério de ferro para queda de 40%, ante baixa de 15% na estimativa anterior.

Isso afetou as ações da Vale mais cedo, quando os papéis também refletiam a reação dos investidores à decisão da mineradora de reduzir sua produção de minério de ferro, níquel e alumínio, entre outros produtos, diante do cenário de desaceleração do crescimento da economia global, em meio à crise financeira. À tarde, as ações mudaram a direção e encerraram em alta. Os papéis preferenciais classe A (PNA) subiram 0,79% e as ações ordinárias (ON) ganharam 2,16%.

Os papéis da Petrobras foram um importante ponto de suporte para a manutenção dos ganhos do Ibovespa nesta sessão. No encerramento, as PN da estatal registraram valorização de 2,01% e as ON, de 1,78%.

Além disso, do lado positivo, vale citar os ganhos das ações PN classe B (PNB) da Aracruz, que fecharam em alta de 2,40%, após liderarem os ganhos do Ibovespa por alguns períodos. Segundo fontes, a empresa liquidou ontem 85% de suas posições de derivativos de câmbio e deveria liquidar o restante até o fim do dia de hoje. Ao câmbio atual, na casa de R$ 2,10, as perdas são estimadas em aproximadamente US$ 2 bilhões.

As ações ON da Companhia de Concessões Rodoviárias (CCR) também se destacaram neste último pregão de outubro e encerraram com a maior alta do Ibovespa, de 7,43%, após a divulgação dos resultados do terceiro trimestre. Ontem à noite, a CCR anunciou lucro líquido de R$ 219,6 milhões no terceiro trimestre, uma alta de 22,7% em relação ao mesmo período do ano passado.

Na seqüência, apareceram os papéis PN da Sadia (+5,74%) e ON da Perdigão (+5%).

Na ponta negativa, as ações ON das Lojas Renner lideraram as perdas do Ibovespa, com queda de 14,91%, após a divulgação de resultados do terceiro trimestre abaixo do esperado pelo mercado. Ontem, a companhia anunciou lucro líquido de R$ 31,5 milhões no terceiro trimestre.

Na seqüência, as maiores perdas foram registradas no setor de construção civil, por Cyrela e Gafisa, em um claro movimento de realização de lucros, após as ações registrarem ganhos expressivos esta semana por causa da criação de uma linha de R$ 3 bilhões para financiamento de capital de giro das construtoras habitacionais por meio da Caixa Econômica Federal. Cyrela ON caiu 12,40% e Gafisa ON recuou 10,66%.

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