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Bolsa ensaia recuperação e avança 0,19%

Após três dias de perdas, a Bolsa de Valores de São Paulo deve abrir o pregão de hoje mostrando um pouco de recuperação, mas, de novo, há dúvidas se o índice à vista vai sustentar essa correção após a abertura das Bolsas em Nova York (às 12h30), que indicam no pré-mercado baixa ao redor de 1,5%. Na Europa, as bolsas perdem mais de 2% nesta manhã.

Agência Estado |

A alta de 0,58% sinalizada pelo Ibovespa futuro ante do pregão regular da Bovespa pode ser apenas um ajuste ao fechamento positivo em Wall Street ontem, enquanto a Bolsa brasileira ficou para trás - fechou em queda forte, de 4,54%, aos 34.094 pontos.

Às 11h10, o índice Bovespa à vista registrava alta de 0,19% a 34.158 pontos.

Para alguns analistas, após a abertura das Bolsas norte-americanas a realidade deve voltar a pesar sobre o Ibovespa nessa véspera de feriado municipal em São Paulo (Dia da Consciência Negra). Na avaliação do analista da Alpes Corretora Fausto Gouveia, as montadores nos EUA, que precisam de socorro financeiro imediato, serão o contrapeso desta quarta-feira. "Como o Brasil tem um parque industrial grande, muito voltado para a produção de aço, se uma das três montadoras quebrar (Ford, GM e Chrysler), a demanda por aço será prejudicada, com impacto negativo nas siderúrgicas brasileiras Usiminas e CSN", segundo o analista.

Ontem, Ford, GM e Chrysler mostraram-se divididas sobre se aceitam novas imposições para melhorar o nível de consumo dos seus carros nos EUA, em troca de recursos de emergência da ordem de US$ 25 bilhões do governo americano. Há dúvidas se esses recursos são suficientes para salvar as empresas automobilísticas da falência. O secretário do Tesouro americano, Henry Paulson, resiste à pressão para ajudar a indústria automobilística, argumentando que o pacote de US$ 700 bilhões é para ajudar o setor financeiro.

Nos EUA, os investidores temem o efeito de um possível falência das montadoras no setor financeiro e em outros segmentos da economia, piorando ainda mais a crise que atinge em cheio a economia real. Ao mesmo tempo, o mercado acompanhará com atenção a divulgação de indicadores nos EUA, como o índice de preços ao consumidor (CPI) de outubro, os dados de novas construções e a ata da última reunião do Fomc (comitê de mercado aberto do banco central americano).

Aqui, o foco devem ser as ações de Petrobras, que ontem foram apontadas como as responsáveis pela queda acentuada do mercado doméstico. As ações de Petrobras aceleraram as perdas após declarações do gerente-geral de novos negócios da área de Exploração e Produção, José Jorge de Moraes Júnior, sobre a revisão do plano de negócios e a postergação da contratação de sondas. A ação preferencial (PN) terminou o pregão em baixa de 5,87% e a ordinárias (ON) caiu 7,02%. Hoje, às 11h0&, Petrobras PN caía 0,36% e Petrobras ON recuava 0,64%.

Hoje pela manhã, a estatal, em esclarecimento enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), informou que o plano de negócios ainda está em elaboração e, por isso, a estatal não possui no momento informações suficientes para afirmar sobre o adiamento e a antecipação de seus projetos e, conseqüentemente, sobre os seus possíveis impactos na curva de produção estimada para os próximos anos.

Além disso, o mercado espera uma decisão sobre a venda da Nossa Caixa para o Banco do Brasil na reunião de hoje, às 16 horas, entre o presidente Lula e o governador de São Paulo, José Serra.

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