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As ações das construtoras e incorporadoras estavam entre as maiores quedas do Ibovespa, em meio à queda acelerada da Bolsa no Brasil e nos Estados Unidos. Nos piores momentos do mercado, quando o índice marcou baixa de 6,38%, a 60.

As ações das construtoras e incorporadoras estavam entre as maiores quedas do Ibovespa, em meio à queda acelerada da Bolsa no Brasil e nos Estados Unidos. Nos piores momentos do mercado, quando o índice marcou baixa de 6,38%, a 60.774 pontos, a única ação que permanecia na lista das maiores altas era a Souza Cruz. Às 15h55, o Ibovespa em queda de 3,04%, aos 62.943 pontos. No mesmo horário, Em Nova York, o Dow Jones caía 4,58% e o S&P 500, 4,23%. Os papéis do setor de construção estavam entre as que mais sofriam com a incerteza externa, com Cyrela (-12,14%) e Rossi (-7,21%) entre as maiores quedas do Ibovespa. Fora do índice, Even desabava 14,09% e Brookfield registrava desvalorização de 13,75%. "Caiu a ficha dos investidores." Essa é a explicação para o estresse que se agrava nos ativos neste meio de tarde, com a Bolsa abaixo dos 62 mil pontos, o dólar se aproximando de R$ 1,90 e todos os contratos futuros de juros terem virado - temporariamente - para cima. "A situação na Grécia é bastante séria, preocupante, e o mercado se deu conta disso e procura por ativos menos arriscados", explicou Fausto Gouveia, da Legan Asset. Nesse movimento, os investidores estão vendendo ações e migrando para os Treasuries, o que, no Brasil, está resultando no tombo da Bovespa e alta do dólar. "O investidor vende ações, compra dólar e sai do Brasil", explicou. Outro operador comentou que "o mercado está assustado com a crise externa e os estrangeiros e os locais estão zerando posições vendidas para se proteger". Para um analista, medidas de controle do setor financeiro nos EUA pressionaram ainda mais o mercado.

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