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Bolsa de Valores de Tóquio completa pior seqüência em 43 anos

Patricia Souza Tóquio, 2 jul (EFE).- A Bolsa de Valores de Tóquio completou hoje sua pior seqüência em 43 anos, ao cair por 10 pregões consecutivos, envolvida em um ambiente de pessimismo generalizado que também afeta outros grandes mercados asiáticos, por causa do temor gerado com um maior impacto da inflação.

EFE |

Desde fevereiro de 1965, o Nikkei, principal índice da Bolsa de Tóquio, não registrava dez pregões em terreno negativo, o que ocorreu hoje, em meio às crescentes pressões inflacionárias derivadas da alta do preço do petróleo, que hoje era negociado em Londres a US$ 142, e ao aumento do preço dos alimentos.

O temor é de que o alto preço do petróleo acabe aumentando a constante demanda das exportações dos gigantes empresariais japoneses, uma das maiores da segunda economia do mundo.

O Nikkei fechou em 13.286,37 pontos, o nível mais baixo em 11 semanas e já não tão longe de recuar para abaixo da barreira psicológica dos 13 mil pontos, após retroceder 1,31% hoje.

Apesar de o percentual perdido nos últimos dez pregões não ser tão grande quanto se acreditava (total de 1.160 pontos), é significativo o fato de o primeiro mercado da Ásia e o segundo do mundo não ter sido capaz de se recuperar em tantos dias.

A bolsa japonesa já tinha registrado seu pior arranque anual em 25 anos em janeiro, quando perdeu 13%, e desde o início de 2008 o Nikkei já recuou 9,56% (1.405,04 pontos).

O desempenho negativo da Bolsa de Tóquio acontece apesar do impacto relativamente baixo da crise no Japão e dos bons resultados das grandes empresas, como as montadoras de automóveis, que já começam a advertir sobre aumento nos preços de seus produtos por causa da alta do valor das matérias-primas.

A seqüência negativa se via hoje acrescentada pelo nervosismo de amanhã, quando serão divulgados dados do emprego nos Estados Unidos e o Banco Central Europeu (BCE) aumentará a taxa básica de juros e continuará a evolução de alta do iene frente ao dólar.

A mesma tendência de baixa foi sentida em outras grandes bolsas da Ásia, região eminentemente exportadora, como Seul e Hong Kong.

O índice Kospi, da Bolsa de Seul, caiu 2,57% até fechar em 1.623,60 pontos, pressionado pelas altas encadeadas do petróleo, pela contínua venda de investimentos estrangeiros e pelas revisões macroeconômicas em baixa.

Hoje mesmo, o Governo da Coréia do Sul revisou para baixo sua previsão de crescimento econômico para este ano para 4,7%, contra 6%, e aumentou sua projeção de inflação para 4,5%, frente aos 3,3% previstos anteriormente.

No desempenho de hoje do Kospi, influenciou a segunda maior fabricante de produtos eletrônicos do país, a LG Electronics, que perdeu mais de 4%.

O outro grande índice da região, o Hang Seng, da Bolsa de Hong Kong, teve mais um dia ruim, depois de ter ficado fechado ontem por ocasião do 11º aniversário da reintegração da ex-colônia britânica à China.

A Bolsa de Hong Kong fechou o pregão de hoje com queda de 1,8%, até alcançar 21.704,45 pontos, com os bancos entre os principais perdedores.

O banco britânico HSBC, com recuo de 2%, a companhia aérea Cathay Pacific e a operadora China Mobile lideraram as perdas.

Na China, os dois grandes mercados financeiros, Xangai e Shenzhen, fecharam sem grandes alterações, com estabilidade no primeiro e uma leve alta de 0,72% no segundo. EFE psh/wr/gs

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