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Bolsa de Tóquio cai quase 10% em dia de pânico nos mercados asiáticos

Isabel Conde. Tóquio, 8 out (EFE) - A Ásia viveu hoje um novo dia de pânico nas bolsas, dominadas por uma queda de cerca de 10% em Tóquio, diante da situação de incerteza nos mercados financeiros globais. Em apenas três dias, o índice seletivo Nikkei perdeu mais de 16%, e hoje registrou sua maior queda nos últimos 20 anos e a terceira baixa mais acentuada de sua história. O afundamento do pregão mais importante da Ásia e segundo do mundo, depois do de Nova York, foi acompanhado hoje pelas demais bolsas de valores da região, no terceiro dia seguido de baixas. A bolsa de Hong Kong caiu mais de 8%, até descer a menos de 16 mil pontos pela primeira vez em dois anos. Já a de Jacarta teve que suspender a cotação quando o movimento caiu mais de 10%; e a de Seul baixou quase 6%, fechando em seu pior nível em dois anos e meio.

EFE |

Em Tóquio, o nível atual do Nikkei, pouco mais de 9.200 pontos, contrasta com os 15.307,78 pontos registrados no último pregão de 2007 e com os 17.225,83 pontos do final de 2006.

Foi significativa a queda de 12% das ações de duas das maiores companhias japonesas, a Toyota Motor e a Sony.

As oscilações no mercado de divisas, com um iene cada vez mais fortalecido frente ao dólar, não deram trégua aos grandes exportadores japoneses.

Em Tóquio, o dólar fechou em 100,11 ienes, depois de ter caído a menos de 99 ienes na metade do pregão, e comparado com os 102,69 ienes do fechamento de terça-feira.

Enquanto isso, a Bolsa de Seul, outra das mais atingidas pela crise financeira global e pela instabilidade do mercado de divisas, caiu 5,81%, aos 1.286,69 pontos, o menor nível em dois anos e dois meses.

No caso da Coréia do Sul, o setor mais afetado foi o da maquinaria, arrastado pela forte queda de 8,53% do estaleiro Hyundai Heavy Industries.

Além disso, a cotação do dólar subiu hoje 66,9 wons e fechou a 1.395 unidades, seu maior nível nos últimos dez anos, prejudicando, assim, as exportações de gigantes sul-coreanos como o grupo Hyundai.

No caso da Bolsa de Valores de Hong Kong, o pregão fechou com queda de 8,17%, depois de o índice referencial Hang Seng ter perdido 1.372,03 pontos, fechando aos 15.431,73 pontos.

Poucos minutos depois da abertura, o Hang Seng já caía abaixo dos 16 mil pontos, barreira da qual não havia descido nos dois anos anteriores, e a tendência não variou, apesar da redução das taxas de juros de 3,5% a 2,5% decidida hoje pela autoridade monetária de Hong Kong para estimular a economia.

Já o pregão de Xangai caiu hoje 3,04%, aos 2.092,22 pontos, seguindo a tendência marcada toda a semana.

No Sudeste Asiático as quedas também foram generalizadas. O mercado de Cingapura, por exemplo, caiu 6,46%.

Na Indonésia, a cotação chegou a ser suspensa na metade do pregão, depois que o índice JKSE perdeu mais de 10% diante do temor dos efeitos da crise de créditos nos mercados do Sudeste Asiático.

No momento da suspensão, o indicador de referência da Bolsa de Jacarta, que já tinha caído 10,03% na segunda-feira, baixava 10,38%, aos 1.451,67 pontos.

As quedas continuam ocorrendo apesar de o Congresso dos Estados Unidos ter aprovado um plano de resgate de US$ 700 bilhões, na última sexta-feira.

Hoje, o Governo britânico anunciou uma contribuição de 50 bilhões de libras (cerca de US$ 87,825 bilhões) para estabilizar seu sistema financeiro.

Mas nem os ambiciosos planos dos Governos ocidentais nem as sucessivas injeções de liquidez realizadas pelo Banco do Japão (BOJ, autoridade monetária do país) durante as últimas semanas serviram para acalmar as bolsas asiáticas. EFE icr/ev/db

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