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As bolsas norte-americanas mantêm o ritmo de otimismo da abertura dos negócios no dia da eleição do 44º presidente norte-americano, dos representantes da Câmara e de um terço do Senado dos EUA. Grande parte dos analistas vê a passagem do pleito com alívio, ao eliminar uma das atuais fontes de incerteza do mercado e permitir que as atenções se voltem à economia.

"Qualquer que seja o vencedor, irá virar a página para Wall Street e trazer um sentimento de otimismo", afirmou o estrategista-chefe de investimento do Wells Fargo, James Paulsen. Ele acrescentou que "as ações também arrastam para esta semana o sentimento positivo do fechamento da semana passada".

Às 13h38 (de Brasília), o índice Dow Jones operava em alta de 2,14% e o S&P 500 subia 2,61%. O Nasdaq registrava ganho de 1,60%. No Dow Jones, das 30 ações, apenas Hewlett-Packard e Wal-Mart caíam. Na Europa, os índices acompanhavam. Londres operava em alta de 2,92%, Frankfurt e Paris subiam mais de 3%. As ações européias recebiam impulso da recomendação de compra do Morgan Stanley.

"Parece que os mercados externos estão satisfeitos com a perspectiva de que teremos um novo presidente e aparentemente será (Barack) Obama", disse Michael Schwartz, estrategista-chefe de opções da Oppenheimer & Co. Mas Schwartz acredita que a escolha do senador de Illinois para a Casa Branca pode não ser tão boa para Wall Street. "Se ele conseguir um Senado e uma Câmara Democratas, então todas as coisas que ele vem prometendo mudar poderão acontecer", disse ele. "Não estou muito contente com a perspectiva de um aumento de tributo."

Rob Carnell, economista do ING Bank NV, em Londres, ponderou que, independentemente de quem sair vitorioso da eleição - o democrata Barack Obama ou o republicano John McCain - a realidade econômica que o próximo presidente enfrentará será tão importante para conduzir a política quanto as promessas de campanha. "Com qualquer candidato e qualquer composição do Senado, os déficits dos EUA irão aumentar, o crescimento será muito fraco e a inflação deve chegar perto de zero, ou até ser negativa", afirmou.

Os papéis do setor financeiro eram impulsionados pelas informações publicadas no The Wall Street Journal de que o Tesouro poderá usar uma parte maior dos US$ 700 bilhões do pacote aprovado pelo Congresso para adquirir participação em emissores de bônus, especialmente empresas de finanças. As informações são da Dow Jones.

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