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Bolsa de NY oscila à espera de aprovação de plano

Os mercados acionários nos Estados Unidos continuam mostrando inquietação nesta quarta-feira, segundo dia de depoimentos da autoridade monetária e do secretário do Tesouro no Congresso dos EUA e depois de cinco horas de intenso debate ontem, sobre o pacote de US$ 700 bilhões que o governo quer ver aprovado para limpar o sistema financeiro de títulos podres. Apesar da pesada pressão exercida pelas autoridades e por várias vozes em Wall Street, o Congresso americano continua dando sinais de que não está disposto a assinar o cheque em branco que o governo deseja.

Agência Estado |

Muitos analistas do mercado dizem que a não aprovação do plano provocará um "massacre" do sistema financeiro norte-americano.

O forte gesto de confiança do megainvestidor Warren Buffett, com anúncio de um aporte de até US$ 10 bilhões no banco Goldman Sachs, manteve as bolsas acima das mínimas. Mas não foi suficiente para evitar que alguns nomes continuassem sob o escrutínio dos investidores. As ações de tecnologia, por sua vez, debatem-se para ficar de fora do movimento incerto mais amplo do mercado. Oracle lidera os ganhos e sustenta o índice Nasdaq no positivo.

Às 13h24 (de Brasília), o Dow Jones caía 0,06% e o S&P 500 subia 0,05%; o Nasdaq operava em alta de 0,58%. As ações do Google, Nvidia, Applied Materials, Hewlett-Packard e Advanced Micro Devices também operavam em alta.

No setor financeiro, entre as que mais perdiam estavam as ações da seguradora AIG (-13%), com o anúncio ontem à noite de que irá recorrer aos US$ 85 bilhões que o governo colocou à disposição, tendo em vista que não encontrou interessados em investir na empresa. "A AIG fez esforços exaustivos para atender suas necessidades de liquidez no meio privado mas não conseguiu no atual ambiente", disse o presidente e diretor-executivo Edward M. Liddy em nota.

As ações do Goldman Sachs subiam 3%, diante da confirmação de Buffett de um investimento de US$ 5 bilhões no banco, por meio da compra de ações preferenciais emitidas nesta manhã. Buffet também ficou com US$ 5 bilhões em garantias de cinco anos que podem exercidas a US$ 115 por ação.

As ações do Washington Mutual caíam 2%. O banco norte-americano, maior instituição de poupança no país, teve seu rating de contraparte rebaixado para CCC pela agência de classificação de risco Standard & Poor's, o que pode aproximar a instituição financeira de dificuldade semelhante à da AIG. As condições financeiras da AIG pioraram na semana passada, quando as agências de rating rebaixaram sua nota, forçando a seguradora a disponibilizar US$ 14,5 bilhões em garantias. Com o mercado de crédito fechado e seu caixa comprometido, o governo dos EUA se viu obrigado a socorrer a seguradora.

Analistas observam que a injeção de Buffett é o mais recente evento de uma série de acontecimentos dramáticos que remodelaram as finanças norte-americanas este mês. A tomada do controle há duas semanas das agências hipotecárias Fannie Mae e Freddie Mac marcou o primeiro dos grandes eventos. Na semana passada, o Lehman Brothers entrou com pedido de concordata, o Bank of America anunciou a compra do Merrill Lynch e a AIG foi resgatada por uma injeção de US$ 85 bilhões do governo em troca de uma participação de 79% na seguradora. Neste último final de semana, o Goldman Sachs e o Morgan Stanley foram convertidos de bancos de investimento em bancos comerciais, com o que terão acesso permanente à linha de redesconto (crédito de emergência) do Federal Reserve (Fed, banco central americano). As informações são de agências internacionais e da Dow Jones.

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