O mercado norte-americano de ações fechou com os principais índices muito próximos dos níveis da sexta-feira. O adiamento do anúncio do plano de ajuda ao setor financeiro para esta terça-feira fez o mercado operar sem direção.

"Tem havido literalmente um vazamento de informações a cada dia, já faz um mês, sobre como o plano do Departamento do Tesouro vai ficar, e o plano que aparece a cada dia é totalmente diferente do plano do dia anterior. O fato de o plano ficar mudando nos diz que os caras encarregados não têm respostas fáceis", comentou Stephen Stanley, do banco RBS (Royal Bank of Scotland).

O índice Dow Jones fechou em baixa de 9,72 pontos, ou 0,12%, em 8.270,87 pontos. O Nasdaq fechou em baixa de 0,15 ponto, ou 0,01%, em 1.591,56 pontos. O S&P-500 subiu 1,29 ponto, ou 0,15%, para 869,89 pontos. O NYSE Composite subiu 4,60 pontos, ou 0,08%, para 5.479,88 pontos.

As ações do setor financeiro subiram, em reação ao informe de resultados do britânico Barclays - cujos ADRs (recibos de ações negociados nos EUA) avançaram 11,13%. As do Bank of America avançaram 12,40%, ainda recuperando terreno depois das quedas fortes das últimas semanas. As da operadora de Bolsas NYSE Euronext caíram 5,20%, depois da divulgação de seu informe de resultados. As ações da General Electric subiram 13,87%; analistas disseram que a unidade financeira do grupo deverá ser beneficiada pelo plano de socorro ao setor financeiro, enquanto as unidades industriais do conglomerado deverão obter alguns contratos do programa de estímulo à economia. As da Coca-Cola caíram 2,85%, depois de o grupo australiano Lion Nathan retirar sua oferta de US$ 4,9 bilhões pela Coca-Cola Amatil, maior engarrafadora da Austrália.

Títulos

Os preços dos títulos do Tesouro dos EUA (Treasuries) caíram, com correspondente alta nos juros, que subiram aos níveis mais altos desde o fim de novembro do ano passado. Assim como havia acontecido na semana passada, os preços dos Treasuries caíram devido ao posicionamento dos investidores para a grande oferta de títulos novos prevista para os próximos dias. O Tesouro leiloa US$ 32 bilhões em T-notes de 3 anos nesta terça-feira, US$ 21 bilhões em T-notes de 10 anos na quarta e US$ 14 bilhões em T-bonds de 30 anos na quinta. Alemanha, Áustria e Holanda também vão emitir dívida nesta semana.

"Temos uma competição global e é por isso que temos juros em níveis tão altos, apesar dos números fracos do nível de emprego e do fato de estarmos em recessão", comentou Gary Pollack, da unidade de private wealth do Deutsche Bank. Para Piet Lammens, do KBC Group, "a grande questão no momento é a oferta. Uma vez que isso esteja fora do caminho, espero que os preços subam, por causa da perspectiva fraca da economia".

No fechamento em Nova York, o juro projetado pelos T-bonds de 30 anos estava em 3,676% ao ano, de 3,690% ao ano na sexta-feira; o juro das T-notes de 10 anos estava em 3,009%, de 2,986% na sexta-feira; o juro das T-notes de 2 anos estava em 1,019%, de 0,995% na sexta-feira. As informações são da Dow Jones.

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